Ministro do Turismo, Joseph Dong, afirmou que a crise exige uma 'solução política'.
Ele rejeitou a idéia de uma intervenção da Corte Penal Internacional.
Um ministro sudanês garantiu que "não há genocídio", mas apenas "problemas políticos" em Darfur, rejeitando as demandas de um julgamento internacional para o presidente Omar al-Bashir por genocídio e crimes de guerra cometidos nesta província do oeste do Sudão.
Durante uma visita ao Moçambique, o ministro sudanês do Turismo, Joseph Dong, afirmou aos jornalistas que a crise em Darfur exige uma "solução política" e não a intervenção da Corte Penal Internacional (CPI).
"O presidente do Sudão é acusado de estar diretamente envolvido em um genocídio em Darfur", declarou Dong depois de uma reunião com o presidente do Moçambique, Armando Guebuza.
"O Sudão rejeita estas acusações. Não há genocídio, há apenas problemas políticos. Em todo caso, não ratificamos o tratado que instituiu esta corte", lembrou o ministro.
Julgamento
No dia 14 de julho, o procurador da CPI, Luis Moreno-Ocampo, pediu à CPI que emitisse uma ordem de captura contra Omar al-Bashir por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Darfur, assolado por uma guerra civil desde 2003.
Se a emissão da ordem de captura pelo CPI for confirmada, será a primeira contra um chefe de Estado em exercício.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 300 mil pessoas morreram e 2,2 milhões fugiram de Darfur desde o início do conflito. O Sudão admite a existência de 10 mil mortos.
Fonte: G1
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