Presidente e primeiro-ministro foram presos.
A rádio e a televisão nacionais saíram do ar pouco antes do anúncio.
Os militares mauritanos deram um golpe de Estado nesta quarta-feira (6) e prenderam o presidente Sidi Old Sheikh Abdalahi e o primeiro-ministro Yahya Uld Ahmed Waghf, informaram fontes oficiais.
Abdalahi, primeiro presidente eleito democraticamente na Mauritânia (em março de 2007) desde a independência en 1960, foi levado para um local desconhecido; seu chefe de governo está em um quartel perto da sede da presidência.
De acordo com a agência Efe, os chefes do Exército anunciaram a criação de um "Conselho de Estado" presidido pelo chefe de Estado-Maior do Exército, general Mohammed el-Ghazuani. Forças do Exército ocuparam a sede da rádio e da televisão estatal e se mobilizaram em frente ao palácio presidencial e às principais sedes administrativas de Nuakchott.
Segundo imagens transmitidas ao vivo pela rede catariana "Al Jazeera", as forças do Exército tomaram também as principais ruas da capital do país.
A grave crise política na Mauritânia provocou na segunda-feira a renúncia de 48 parlamentares do partido presidencial.
A União Africana condenou o golpe e exigiu o restabelecimento da legalidade constitucional no país, segundo comunicado.
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