A decisão do chamado Grupo de Fornecedores Nucleares (NSG, na sigla em inglês) foi tomada depois de quase três dias de negociações na capital da Áustria, Viena.
O acordo entre os Estados Unidos e a Índia causou controvérsia pois a Índia tem capacidade de produzir bombas atômicas e não é signatária do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês).
O sinal verde do NSG só veio depois que a Índia se comprometeu formalmente à não proliferação nuclear e a uma moratória voluntária de testes nucleares.
O acordo, que recebeu forte apoio do governo do presidente George W. Bush, ainda precisa ser ratificado pelo Congresso dos Estados Unidos antes de ser implementado.
Irã
A Índia diz que o tratado é vital para que ela atenda a sua demanda energética. Os Estados Unidos, por sua vez, argumentam que o acordo vai ajudar a Índia a combater o aquecimento global, ao permitir que o país desenvolva mais o seu uso de tecnologia nuclear, que é menos poluente do que fontes energéticas tradicionais.
Críticos da iniciativa afirmam, contudo, que ele cria um precedente perigoso porque permite que a Índia tenha acesso à importação legal de combustíveis e tecnologia nucleares sem precisar assinar o NPT. O acordo pode também minar argumentos para isolar o Irã por causa de seu programa nuclear.
Os Estados Unidos impuseram restrições à cooperação nuclear com a Índia logo depois que o país testou uma bomba nuclear em 1974.
O convênio faz parte dos esforços americanos para reforçar seus laços com a Índia, considerada um aliado democrático privilegiado em uma região instável.
Fonte: BBC Brasil
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