Pelo menos 30 pessoas, entre elas várias crianças, morreram devido a inundações geradas pela passagem do furacão "Ike" na cidade haitiana de Cabaret, 24 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, informou hoje a diretora da Defesa Civil Alta Jean-Baptiste.
Também foram registrados 15 feridos e danos consideráveis em imóveis da região, para onde se deslocaram equipes da Defesa Civil, Bombeiros da Martinica, soldados da Cruz Vermelha e unidades da missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti (Minustah).
Estas inundações se somam às registradas em Gonaives, onde o nível das águas voltou a subir após a passagem do furacão, como também ocorreu no princípio da semana, quando a tempestade tropical "Hanna" castigou o país caribenho.
As inundações afetam o departamento de Artibonite, cuja capital é Gonaives, cidade na qual as águas alcançaram níveis de entre 2 e 2,5 metros, segundo precisou a diretora da Defesa Civil.
A diretora ressaltou ainda que as pessoas evacuadas ontem desta cidade litorânea, situada a 171 quilômetros ao norte de Porto Príncipe, estão em lugares seguros, mas reconheceu que as que permaneceram na região enfrentam "grandes dificuldades".
A Defesa Civil prevê realizar operações de evacuação em diferentes pontos de Artibonite, disse Jean-Baptiste, que acrescentou que as inundações destruíram grandes extensões de cultivos de arroz.
Além disso, devido ao transbordamento de dois rios, ocorreram inundações em Arcahaie, localidade vizinha de Cabaret, onde uma parte da população foi evacuada.
Outra área afetada pelas inundações foi o bairro de Cité Soleil, na periferia norte de Porto Príncipe.
Quanto aos danos, uma ponte ficou destruída em Mirebalais, 100 quilômetros ao leste da capital, o que pode isolar ainda mais o departamento de Artibonite, situado em uma via de acesso a Gonaives.
Jean-Baptiste anunciou que 19 pescadores foram detidos e tiveram suas embarcações confiscadas, após tentarem navegar, apesar da proibição vigente.
A diretora da Defesa Civil advertiu que, a partir de agora, as autoridades tomarão medidas drásticas para obrigar a população a respeitar as palavras de ordem de segurança.
Fonte: UOL
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