Instituição, que terá sede em Brasília, vai fazer estudos sobre biomas que abrangem mais de um país da região, como Amazônia e Pantanal.
O Brasil vai sediar um instituto que pesquisará formas de implantar projetos de desenvolvimento sustentável em áreas que abranjam mais de um país na América Latina — como a Amazônia e o aqüífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo. Chamada de Centro Internacional Terramérica, a instituição terá como conselheiros ex-ministros do Meio Ambiente, como Marina Silva, Mariano Arana (Uruguai) e Yolanda Kakabadse (Equador).
A iniciativa é da Terramérica, uma agência de notícias sobre meio ambiente criada há 13 anos pela Inter Press Service, com apoio do PNUD, do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e do Banco Mundial. O escritório principal ficará em Brasília, em uma sala da sede do PNUMA. O trabalho, porém, não será restrito ao Brasil. "Esta é uma das primeiras iniciativas na área de pesquisa ambiental e em desenvolvimento sustentável com atuação realmente latino-americana e caribenha. Por contar com o apoio do PNUMA e da agência Inter Press Service, o centro tem colaboradores em quase todos os países da região", afirma o diretor administrativo-financeiro do Centro Internacional Terramérica, Adalberto Marcondes..
O objetivo é estimular a criação de políticas públicas em ciência e comunicação, com enfoque em gestão socioambiental, preservação e uso responsável dos recursos naturais. "Muitas das questões ambientais e de desenvolvimento regional são transfronteriças, como a Amazônia e o aqüífero Guarani. Mas podemos ir além, com o Pantanal e outros ambientes que não necessariamente envolvem o Brasil", diz Marcondes. "Buscaremos a integração de políticas, de forma a transferir conhecimentos.”
Lançado no seminário internacional “Mudança climática, crise energética e alimentar: desafios ao desenvolvimento sustentável”, em 31 de julho e 1º de agosto, em Manaus, o centro deve começar a funcionar em outubro. "Por enquanto, estamos cuidando ainda de questões relacionadas à burocracia de implantação. Em seguida, o centro iniciará o trabalho de monitoramento de iniciativas e prospecção de recursos”, adianta Marcondes.
A instituição deve atuar com estrutura enxuta. De acordo com o diretor-financeiro, profissionais serão contratados por projetos, não para formar uma equipe permanente — composta basicamente pelos diretores estatutários, que fazem trabalho voluntário.
Fonte: PNUD Brasil
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