O presidente da empresa estatal boliviana YPFB, Santos Ramírez, e o ministro da Presidência, Juan Ramon Quintana, confirmaram a explosão e afirmaram que o impacto no abastecimento do gás ao Brasil será de cerca de 10% do envio diário.
Segundo a agência oficial de informações boliviana, a ABI, eles afirmaram que o ataque foi um "atentado contra a pátria" e responsabilizaram a oposição que realiza protestos na região.
De acordo com a estatal boliviana, deverá haver uma diminuição diária de 3 milhões de metros cúbicos. Por contrato, a Bolívia tem que enviar 31 milhões de metros cúbicos de gás todos os dias ao país e tem cumprindo o envio.
As assessorias de imprensa do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras disseram à BBC Brasil que ainda não têm detalhes sobre o que ocorreu e que ainda não estão falando oficialmente sobre o assunto.
A explosão ocorreu na localidade de Palmar Grande, no Grande Chaco boliviano, no departamento (Estado) de Tarija, segundo o presidente do Comitê Civico de Tarija, Reinaldo Bayard, que faz oposição ao presidente Evo Morales. "A população ouviu uma explosão e saiu correndo", disse ele.
Bayard passou a noite em outra ocupação, na usina de Vuelta Grande, no caminho para a Argentina, onde é armazenado o gás que é enviado para o Brasil e o mercado argentino. "Esta usina também está parada", disse.
Apesar disso, Bayard afirmou que não foram os manifestantes que explodiram o gasoduto. "Não fomos nós. Foi coisa do governo para nos responsabilizar", disse ele.
Fonte: BBC Brasil
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