Cerca de 400 funcionários se reuniram em assembléia nesta segunda-feira.
Mesmo com paralisação, consumidor brasileiro não vai sentir efeitos, diz estatal.
Depois de 20 horas de greve, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) decidiu, na noite desta segunda-feira (14), manter a paralisação por cinco dias nas plataformas de petróleo na Bacia de Campos, na Região Norte Fluminense. Os trabalhadores afirmaram que estão abertos para negociações. Segundo o sindicato, essa reivindicação teve início ainda na década de 90.O anúncio foi feito após assembléia com cerca de 400 trabalhadores na sede do sindicado, em Macaé, também na Região Norte Fluminense. A categoria rejeitou a proposta apresentada pela estatal.
Na semana passada, os funcionários anunciaram uma greve de cinco dias para forçar a Petrobras a considerar o dia de saída dos empregados da plataforma como um dia de trabalho. Eles reivindicam, também, um intervalo de 11 horas de repouso entre as jornadas de trabalho. A direção da empresa informou que discute o assunto com a categoria.
Os petroleiros da bacia de Campos entraram em greve no início da madrugada desta segunda-feira (14). A região é responsável por 80% produção nacional, de cerca de 1,8 milhão de barris diários. Segundo a Federação única dos Petroleiros e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, há 85% de adesão na paralisação.
Produção cai
De acordo com a Petrobras, às 18h desta segunda-feira, a produção de petróleo atingiu mais de 96% de sua capacidade. A redução da produção é de 63 mil barris por dia. A empresa afirmou que equipe de contingência está habilitada a manter a produção e garantir a segurança das plataformas.
Mais cedo, a redução da produção de barris de petróleo chegou a atingir 7%. Mesmo com a queda, o suprimento do mercado brasileiro não ficou comprometido, segundo o diretor Paulo Roberto.
Segundo a petrolífera, neste primeiro dia de greve, a redução da produção de barris de petróleo chegou a atingir 15%, mas que no final foi praticamente normalizada, de acordo com a estatal.
No início desta manhã eram quatro as plataformas totalmente paradas com a greve, mas após o meio-dia, só duas mantinham esse panorama, ainda de acordo com a estatal, acrescentando que as plataformas de perfuração operam normalmente.
Plano de contingência
A paralisação na Bacia de Campos faz com que a Petrobras opere com um plano de contingência. Em nota, a empresa informou que o sistema e funcionários da reserva garantem sua continuidade operacional e a segurança das operações, além do abastecimento do mercado.
“Ainda no sábado, antes do início da paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro concedeu liminar à Petrobras, determinando que as instalações não podem ser ocupadas, os trabalhadores em greve devem desembarcar e aqueles que desejam trabalhar devem ter acesso às instalações”, diz a nota, que afirma que a companhia faz questão de manter um bom relacionamento com os trabalhadores e seus órgãos sindicais para seguir com as negociações.
Sindicato questiona números
Mais cedo, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) já havia questionado os dados divulgados pela empresa, apesar de confirmar que a Petrobras retomou as plataformas e suas produções.
"Sete por cento, representando 136 mil barris é um número mentiroso. Até às 6h o prejuízo era de 102 mil barris. Esse número é muito maior", reclama o diretor executivo do Sindipetro, Vitor Carvalho, que anunciou uma reunião com os grevistas para as 17h desta segunda.
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