terça-feira, 7 de abril de 2009

EUA devem abrandar restrições a Cuba, mas querem mudanças

Os Estados Unidos devem relaxar algumas das restrições impostas contra o regime de Cuba, mas crêem que o governo do país caribenho ainda não tomou as medidas necessárias para se reintegrar plenamente à comunidade interamericana, de acordo com o embaixador Jeffrey Davidow, o enviado americano à Cúpula das Américas.

Entre as medidas que devem ser anunciadas pelo governo de Barack Obama, segundo Davidow, estão o fim do limite a quantias que podem ser enviadas por cubano-americanos a seus parentes na ilha e um relaxamento das restrições de viagens ao país caribenho para pessoas de origem cubana residentes nos EUA.

O governo Bush havia limitado as viagens de cubano-americanos ao máximo de duas semanas a cada três anos. E impôs que visitas só poderiam ser feitas a familiares próximos, como pais, cônjuges e irmãos, mas não a tios e primos, por exemplo.

As mudanças deverão ser anunciadas nos próximos dez dias, antes, portanto, da realização da Cúpula das Américas - o encontro que acontecerá entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago e que contará com 34 nações da região, mas não com a presença de Cuba.

Presença inapropriada

De acordo com o embaixador Jeffrey Davidow, o enviado americano à Cúpula das Américas, o país governador por Raúl Castro não reúne credenciais democráticas similares às de seus vizinhos, o que torna sua presença no encontro inapropriada.

"Não creio que Cuba devesse participar. A primeira cúpula (das Américas), realizada em 1994, foi uma celebração das mudanças no hemisfério, de quando ele deixou de ser regido por governos não-democráticos. Passados 15 anos, a guinada democrática continuou e Cuba permanece sendo um Estado não-democrático", afirmou Davidow.

Segundo o embaixador, "nós permitiremos que Cuba se reintegre à comunidade interamericana em algum momento, mas não será nesta cúpula".

Discussões

O ex-líder cubano Fidel Castro pediu, em um editorial publicado no jornal oficial cubano Granma, que a comunidade latino-americana leve ao presidente americano, Barack Obama, pedidos pelo fim do embargo comercial contra a nação caribenha.

O representante dos Estados Unidos acredita que Cuba deverá ser um dos temas discutidos na reunião, mas acredita que a política americana para com o país caribenho não pode se tornar o tópico dominante no encontro.

De acordo com Davidow, os Estados Unidos não irão impedir que os demais países levantem discussões a respeito de Cuba, mas preferem se centrar em temas que irão levar para a agenda da cúpula, como economia, inclusão social, programas ambientais e de política energética, além de políticas de segurança pública para a região.

Bolívia e Venezuela

Segundo o representante americano, a situação em relação a Cuba é bem distinta da que os Estados Unidos mantêm com Venezuela e Bolívia. Os dois países, há poucos meses, expulsaram os respectivos embaixadores americanos de seus territórios.

Os bolivianos tomaram a decisão devido à suposta ingerência americana em protestos violentos realizados em diferentes regiões do país contra o governo. Em solidariedade à Bolívia, os venezuelanos resolveram tomar ação idêntica.

"Foi uma pena que os governos da Venezuela e da Bolívia tenham tomado tais decisões. São situações não-naturais, que, esperamos, irão mudar. É preciso que tenhamos comunicações. Mas seguimos mantendo relações diplomáticas, só não contamos com diplomatas por lá", afirmou Davidow.

O diplomata disse esperar também que os 34 países participantes da cúpula possam compartilhar ideias ligadas a propostas que vêm tendo êxito na região, que vão desde a parceria entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis até programas de transferência de renda, como o Oportunidades, do México, e o Bolsa Família brasileiro.

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Terremoto de 6,3 graus atinge o centro da Itália

Algumas construções foram abaladas pelo tremor, cujo epicentro se localizou a 95 quilômetros de Roma.

Um terremoto de 6,3 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta segunda-feira, 6, o centro da Itália. O tremor, que ocorreu as 3h35 (hora local) causou danos em algumas casas em uma região montanhosa ao leste de Roma.

Segundo os dados do National Earthquake Information Center americano, o tremor foi de 6,3 graus na escala Richter e teve seu epicentro na Itália central, a 95 quilômetros de Roma, a uma profundidade de 10 quilômetros.

O jornal italiano "La República" publicou em seu site que o terremoto teve uma magnitude de 6,7 na escala Richter e localizou o epicentro no povoado de Arischia, entre as regiões do Lácio e Abruzos.

O terremoto foi sentido com intensidade na capital italiana. Os moradores desceram à rua alertados pelo movimento sísmico à espera de uma réplica, mas passados alguns minutos foram voltando para suas casas.

O tremor fez as antigas casas do centro histórico romano rangerem e alguns objetos caíram no chão.

Fonte: Estadão

China busca mais influência para países emergentes

À medida que líderes mundiais se reuniam em Londres para a cúpula do G20 sobre a crise econômica, essa semana, mais atenção foi chamada para o que países emergentes como a China anunciariam no encontro. A China é a maior entre as economias emergentes dos BRICs, grupo que também inclui Brasil, Rússia e Índia.

Os chineses traduziram a sigla como "os quatro tijolos dourados", algo próximo do que o que o criador do conceito, Jim O'Neill, da Goldman Sachs, tinha em mente - parte dos "tijolos" da fundação da economia moderna.

Apesar de os Brics não serem um grupo político, o PIB combinado destes países responde por mais de 15% do total mundial. E o grupo cresce mais rapidamente do que o resto do mundo. Líderes chineses prometeram manter o crescimento do país em torno de 8% nesse "ano muito difícil". As relações bilaterais entre China e os outros três países são próximas, em termos de comércio e aspirações compartilhadas.

A China vem demonstrando seu poder ao pedir mais voz no processo de reformas e administração do sistema financeiro internacional. A Rússia, no começo de março, propos criar uma nova moeda reserva, a ser emitida por instituições financeiras internacionais. Em seguida, o diretor do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, deu as diretrizes de como os direitos especiais de saque (SDR, na sigla em inglês) poderiam ocupar o papel do dolar como unidade de reserva global. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que era importante discutir o assunto.

Tanto China quanto Brasil afirmaram que a crise econômica e financeira surgiu no Ocidente. Os governos ocidentais e as instituições financeiras internacionais controladas pelo Ocidente não conseguiram evitar que a crise atingisse em cheio a economia global real.

Nos últimos 30 anos, a China se transformou de país focado em revoluções internas e, algumas vezes, externas, em país cujas reformas e aberturas provocaram uma onda de mudanças não apenas na riqueza nacional, mas também na forma com que seus líderes e habitantes veem o mundo externo.

A crise global atingiu em cheio a China - como país que era tão dependente do crescimento de exportações - mas a China tem uma posição bastante forte, porque seus líderes ainda esperam um crescimento de cerca de 8% este ano. A China também lançou um pacote de estímulo de cerca de US$ 600 bilhões, para garantir que a retração não afete muito a criação de empregos.

Além de tudo isso, os US$ 2 trilhões de reservas estrangeiras da China são um alvo óbvio para países e instituições que precisam de ajuda. Cerca de metade das reservas são investidas em bonds do governo dos Estados Unidos e em ativos correlatos.

Portanto, na cúpula do G20 em Londres, o presidente da China, Hu Jintao, assim como outros líderes ao redor da mesa, estiveram falando sobre coordenação de políticas macroeconômicas e enviando uma mensagem de consenso e confiança na recuperação da economia global.

Mas Pequim buscará ter mais influência para si e para outros países de economias emergentes. O governo chinês indicou que pretendia contribuir para um fundo ampliado para países em desenvolvimento, mas que pressionaria por um progresso real na reforma do sistema financeiro e de suas instituições. Isso incluiria um calendário para implementar um reajuste do poder de voto da China no Fundo Monetário Internacional (FMI).

A China também prometeu que usará seu poder de compra para ajudar outras economias abaladas, enviando missões comerciais a Europa e EUA e, quando apropriado, propor trocas de moedas com países em desenvolvimento, para garantir um crescimento sustentável no comércio bilateral. A retração do mercado internacional forçou a China a estimular o comércio doméstico e passar por reajustes difíceis na sua economia - que promete superar a do Japão em poucos anos.

Fonte: BBC Brasil

Ascensão dos BRICs divide internautas brasileiros e russos da BBC

A ascensão de Brasil, Índia, Rússia e China - bloco conhecido como BRICs - como potências divide a opinião de internautas russos e brasileiros que usam os fóruns da BBC.

Na última semana, a BBC Brasil e o site da BBC em russo perguntaram aos seus internautas se eles acreditam que os BRICs se tornarão potências na próxima década, igualando-se ou até superando os atuais países desenvolvidos.

Aos brasileiros, também foi perguntado qual será o papel do Brasil neste bloco. A questão foi levantada como parte de uma série de reportagens especiais da BBC Brasil que discutiu a ascensão dos BRICs como potências até 2020.

Veja o especial da BBC Brasil sobre os Brics em 2020

Além disso, a pergunta foi lançada na mesma semana em que o G20 - grupo que forma as vinte maiores economias do mundo, com participação dos BRICs - discutiu soluções para a crise global.

Para alguns internautas, a crise mostra que a balança de poder está mudando no mundo a favor de Brasil, Índia, Rússia e China. Para outros, esses países ainda possuem desafios grandes demais para se tornarem potências de fato.

Confira abaixo algumas das opiniões dos internautas.

Para o usuário Simple Nick, que opinou na página da BBC em russo, um mundo multipolar está surgindo agora e "os países dos BRICs estão jogando o seu próprio jogo".

"O fracasso das políticas unipolares de mundo e a relutância dos Estados Unidos de aceitar responsabilidade pelos seus erros provocou o surgimento de um mundo multipolar", afirma o internauta russo.

O usuário Ronaldo, de Salvador, escreveu no fórum da BBC Brasil que concorda com a ideia de que um mundo multipolar favorece as potências emergentes dos BRICs.

"Acredito que os BRICs irão ter maior participação na economia mundial, mas não chegarão a ser líderes únicos, pois haverá uma multidivisão de poderes que trará maior equilíbrio."

Para o russo Vladimir, a emergência dos BRICs é uma oportunidade para outras reformas na ordem mundial.

"Os países ricos estão esperando que de alguma forma mágica tudo dará certo ou que os BRICs vão salvá-los. Uma coisa está clara: a ordem mundial deveria ser mudada - eu me refiro às Nações Unidas, ao Fundo Monetário Internacional, à Organização Mundial do Comércio e outras instituições inúteis. Criar uma nova moeda internacional é um bom ponto de partida."

Para o usuário da BBC Brasil Thiago, o Brasil pode vir a se tornar uma das maiores economias do mundo nas próximas décadas, "mas para isso precisa mudar e muito sua cultura, pois o nosso povo acha acontecimentos como o mensalão, corrupção, ladrão de terno e etc., normais em nosso país".

Para Otavio Bertolani da Camara, também de São Paulo, alguns BRICs têm um futuro mais promissor do que os demais.

"O único país que tem potencial, até 2020, para dominar a economia global é a China", escreve ele. "Quanto maior a população de um país, maior seu potencial."

Já o leitor russo Arkadi Klioutchanski não é tão otimista em relação ao poder da grande população dos BRICs.

"Eu acredito que o crescimento contínuo das populações em muitos países vai levar a guerras horríveis nestas partes do mundo", escreve.

Já Jansen Ferreira, de Manaus, é cético em relação ao futuro dos BRICs como potências.

"Tenho dúvidas sobre a ascensão do BRICs sobre o mundo. O Brasil tem enorme potencial de crescimento e desenvolvimento, mas no entanto se vê tolhido pela corrupção e pelo nível educacional de seu povo. A China já se posicionou para o mundo como uma potência, mas de que adianta um país com 1,3 bilhão de pessoas para alimentar na dianteira econômica mundial?"

Fonte: BBC Brasil

Obama quer cúpula para discutir redução de armas nucleares

O presidente americano, Barack Obama, quer promover uma cúpula mundial para discutir formas de conter a disseminação de armas nucleares no mundo.

A proposta foi apresentada por Obama durante um discurso do presidente americano sobre armas nucleares neste domingo em Praga, na República Checa.

Obama está negociando um novo tratado para pôr fim à produção de matéria-prima para armas nucleares.

O presidente americano disse que o lançamento de um foguete "provocador" da Coreia do Norte neste domingo ressalta a necessidade de se agir contra armas nucleares.

Irã

Obama disse que apesar de sua meta provavelmente não ser atingida até o fim da sua vida, ele vai perseguir esse objetivo.

Obama disse que enquanto o Irã continuar sendo visto como uma possível ameaça nuclear, os Estados Unidos seguirão trabalhando no polêmico escudo de defesa antimísseis, que seria instalado em partes da Polônia e da República Checa.

O discurso foi feito por Obama para um público de 20 mil pessoas na véspera de um encontro com líderes da União Europeia em Praga. Ele disse que os americanos têm responsabilidade moral para agir contra as armas nucleares.

"A existência de milhares de armas nucleares é o legado mais perigoso da Guerra Fria", disse. "Hoje a Guerra Fria desapareceu, mas milhares de armas não."

Ele prometeu reduzir o estoque nuclear americano e pediu que outros países sigam o exemplo. Mas enquanto houver ameaça, os Estados Unidos manterão sua capacidade nuclear.

Ele disse que seu governo trabalhará para fazer com que o Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares seja cumprido.

O acordo bane todas as explosões nucleares, mas não foi ratificado pelos Estados Unidos e pela China, e não foi assinado por Paquistão e Índia.

Terrorismo

A maior ameaça à segurança global, segundo Obama, é a possibilidade de armas nucleares caírem nas mãos de grupos terroristas.

"Um terrorista com arma nuclear poderia provocar destruição em massa", disse. "A al-Qaeda disse que quer uma bomba. E que não teria problema em usá-lo. E nós sabemos que existe material nuclear inseguro pelo planeta."

Obama anunciou um novo esforço para eliminar em quatro anos o mercado negro de materiais nucleares.

Ele também disse que pretende negociar até o fim do ano um tratado com a Rússia para redução dos estoques nucleares. Obama e o presidente Dmitry Medvedev concordaram, durante a cúpula do G20 em Londres na última semana, reabrir as negociações.

Fonte: BBC Brasil

Reunião da ONU sobre Coreia acaba sem acordo

A reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Coreia do Norte foi encerrada sem consenso neste domingo.

O encontro tinha sido marcado para discutir medidas de retaliação ao lançamento de um foguete de longo alcance norte-coreano.

O presidente do Conselho, o embaixador do México, Claude Heller, disse que as discussões ainda devem continuar.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o lançamento, que classificou de "provocação". França, Japão e Grã-Bretanha também criticaram a iniciativa.

No entanto, os outros dois integrantes permanentes do Conselho, Rússia e China, pediram moderação. O embaixador chinês na ONU, Zhang Yesui, disse que qualquer ação deveria ser "cautelosa e proporcional".

Analistas dizem que ainda pode levar vários dias até que seja costurada uma posição comum.

A imprensa estatal da Coreia do Norte anunciou neste domingo que o foguete foi lançado e pôs um satélite em órbita com sucesso.

Reações

A comunidade internacional criticou fortemente o plano norte-coreano. Autoridades dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul suspeitam que o lançamento do foguete seja, na verdade, um teste de mísseis de longo alcance.

"A Coreia do Norte rompeu as regras mais uma vez ao testar um foguete que poderia ser usado como míssil de longo-alcance", disse Obama. "Esta provocação ressalta a necessidade de ação – não só nesta tarde no Conselho de Segurança da ONU, mas na nossa determinação de prevenir a disseminação destas armas."

O Japão disse que a ação norte-coreana era "extremamente lamentável", enquanto a Coreia do Sul acusou descumprimento de uma resolução das Nações Unidas. A resolução 1718, de outubro de 2006, proíbe a Coreia do Norte de fazer testes balísticos.

A União Europeia e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disseram que a medida não favorece a estabilidade regional.

Projeto 'pacífico'

Segundo a imprensa norte-coreana, o foguete foi lançado pouco antes do meio-dia de domingo no horário local (meia-noite, no horário de Brasília).

"Nossos cientistas e engenheiros foram bem-sucedidos em pôr o satélite 'Kwangmyongsong-2' em órbita através do foguete 'Unha-2'", afirmou a agência estatal KCNA.

A imprensa estatal afirmou que o satélite estaria transmitindo dados e as músicas "Canção para o General Kim Il-sung" e "Canção para o General Kim Jong-il" – em referência ao fundador da nação norte-coreana e seu filho, o atual líder.

A Coreia do Norte anunciou há algumas semanas que pretendia enviar ao espaço um "satélite de comunicações experimental" a partir da base de Musudan-ri, no nordeste do país.

A Coreia do Norte afirma que seu projeto é pacífico.

Fonte: BBC Brasil

EUA e Coreia do Sul dizem que foguete norte-coreano fracassou

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul afirmaram que o lançamento do foguete norte-coreano ao espaço, anunciado neste domingo por autoridades de Pyongyang, fracassou. A imprensa estatal da Coreia do Norte havia dito horas antes que lançou com sucesso um foguete, colocando um satélite em órbita.

Segundo a agência japonesa Kyodo, o ministro da Defesa da Coreia do Sul disse no parlamento do país que "baseado nas nossas análises, todas as três partes do foguete caíram no Oceano, portanto nada entrou em órbita".

Segundo a agência AFP, fontes militares americanas também disseram que o foguete norte-coreano caiu no Oceano Pacífico.

Uma reunião do Conselho de Segurança foi marcada para a tarde de domingo em Nova York para discutir o assunto.

Reações

A comunidade internacional criticou fortemente o plano norte-coreano. Autoridades dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul suspeitam que o lançamento do foguete seja, na verdade, um teste de mísseis de longo alcance.

Poucas horas após o anúncio norte-coreano - e antes de fontes militares da Coreia do Sul e dos Estados Unidos desmentirem o sucesso do lançamento - o presidente americano, Barack Obama, criticou os planos norte-coreanos em discurso em Praga, na República Checa e pediu que o regime de Pyongyang "abandone ações de provocação".

"A Coreia do Norte rompeu as regras mais uma vez ao testar um foguete que poderia ser usado como míssil de longo-alcance", disse Obama. "Esta provocação ressalta a necessidade de ação - não só nesta tarde no Conselho de Segurança da ONU, mas na nossa determinação de prevenir a disseminação destas armas."

O Japão disse que a ação norte-coreana era "extremamente lamentável", enquanto a Coreia do Sul acusou descumprimento de uma resolução das Nações Unidas. A resolução 1718, de outubro de 2006, proíbe a Coreia do Norte de fazer testes balísticos.

A União Europeia e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disseram que a medida não favorece a estabilidade regional. A China e a Rússia apelaram para que a reação de todas as partes envolvidas seja cautelosa.

Projeto 'pacífico'

Segundo a imprensa norte-coreana, o foguete foi lançado pouco antes do meio-dia de domingo no horário local (meia-noite, no horário de Brasília).

"Nossos cientistas e engenheiros foram bem-sucedidos em colocar o satélite 'Kwangmyongsong-2' em órbita através do foguete 'Unha-2'", afirmou a agência estatal KCNA.

A imprensa estatal afirmou que o satélite estaria transmitindo dados e as músicas "Canção para o General Kim Il-sung" e "Canção para o General Kim Jong-il" - em referência ao fundador da nação norte-coreana e seu filho, o atual líder.

A Coreia do Norte anunciou há algumas semanas que pretendia enviar ao espaço um "satélite de comunicações experimental" a partir da base de Musudan-ri, no nordeste do país.

A Coreia do Norte afirma que seu projeto é pacífico.

Fonte: BBC Brasil

Otan enviará mais 5 mil homens ao Afeganistão

Os países que formam a aliança militar Otan concordaram em reforçar sua missão no Afeganistão com o envio de cinco mil soldados adicionais ao país antes das eleições gerais de agosto próximo no país.

O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao final da cúpula de dois dias que terminou neste sábado na cidade francesa de Estrasburgo.

Segundo Obama, do novo contingente, três mil militares permanecerão no país apenas durante as eleições, para garantir a segurança durante esse período, enquanto que o reforço permanente se dedicará a dar formação à polícia nacional e ao exército afegãos.

A decisão foi vista como uma vitória por Obama, que chegou a sua primeira cúpula da Otan pedindo mais contribuição e uma mudança na estratégia adotada pela Otan no Afeganistão.

"Viemos aqui esperando um consenso e estamos gratos por ter conseguido esse consenso. O que foi prometido aqui hoje é significante. Começamos a reunir recursos reais para alcançar esse objetivo (de mudar a estratégia no Afeganistão)", disse o presidente americano em entrevista coletiva.

Momentos antes, o secretário geral da Otan, Jaap de Hoop Schaffer, informou que dez dos 28 países membros do bloco se comprometeram a fazer "contribuições substanciais tanto militares como financeiras e civis".

Nova estratégia

Além dos Estados Unidos, que reforçará seu próprio contingente no país com 21 mil novos efetivos, Grã-Bretanha contribuirá com 900 militares, e Alemanha e Espanha contribuirão com 600 cada, detalhou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

"Esta cúpula foi um êxito. Mobilizaremos as forças necessárias para apoiar as eleições e melhoraremos a formação dos soldados afegãos", avaliou De Hoop Scheffer.

Atualmente, a missão da Otan no Afeganistão conta com 60 mil soldados de 42 países.

Segundo o secretário geral da entidade, Obama também conquistou apoio "forte e unânime" para a nova estratégia que propõe para o Afeganistão, centrada em possíveis negociações com líderes do Talebã considerados moderados e ações coordenadas com o vizinho Paquistão, onde militantes organizam muitos de seus ataques.

O presidente americano argumentou que é importante ajudar o Paquistão a "ser capaz de enfrentar a Al Qaeda em seu território" e a "melhorar as condições de vida de sua população".

Em seu discurso aos demais chefes de Estado ao início do segundo dia de reuniões, a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu que o plano de Obama é "muito mais harmonizado e completa a visão" de seu governo para a promoção da segurança na região.

Fonte: BBC Brasil

domingo, 5 de abril de 2009

Chávez espera 'zerar' relações EUA-Venezuela durante cúpula

Presidente dos EUA deve participar da cúpula entre 17 a 19 de abril.
'Quero usar o botão reset", disse Hugo Chávez, segundo comunicado.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que espera "zerar" as relações com os Estados Unidos este mês na Cúpula das Américas, depois de quase uma década de tensões entre Caracas e Washington.

O líder venezuelano, de tendência esquerdista e aliado de Cuba, vem há meses oferecendo sinais ambíguos sobre a chegada de Barack Obama à Presidência dos EUA, algumas vezes elogiando seu governo enquanto em outras faz pouco caso dele, tratando-o como líder do "império" ou chamando-o de "ignorante".

"Esperamos que a cúpula em Trinidad e Tobago sirva para zerar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela. Quero usar o botão reset", disse Chávez, segundo um comunicado divulgado neste sábado pelo Ministério das Comunicações.

Está previsto o comparecimento de Obama na cúpula, nos dias 17 a 19 de abril, e Chávez também é esperado no evento.

O ministério informou que Chávez, que está visitando o Irã, fez o comentário em uma ligação telefônica de Teerã para um programa da TV estatal venezuelana na sexta-feira à noite.

Embora a Venezuela, membro da Opep, forneça aproximadamente 10% do petróleo importado pelos EUA, o país manteve por muitos anos uma dura guerra de palavras com o governo do ex-presidente George W. Bush.

Num episódio famoso, Chávez chamou Bush de "diabo" em uma assembleia das Nações Unidas.

Chávez aplaudiu o governo de Obama por fechar a muito criticada prisão de Guantánamo e avaliou que o novo presidente norte-americano pode representar uma melhoria em relação ao governo Bush. Mas ele continua a retratar os EUA como inimigo de sua revolução.

Fonte: G1

Premiê da Dinamarca será novo secretário-geral da Otan

A aliança militar Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou neste sábado que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, será o novo secretário-geral da entidade a partir de primeiro de agosto.


"Todos estão convencidos de que Rasmussem é o homem certo para conduzir a transformação da Aliança", afirmou o atual secretário-geral, o holandês Jaap de Hoop Scheffer, ao fim da cúpula de dois dias que a Otan celebra em Estrasburgo, França, para discutir os desafios militares da entidade.

A seu lado, o premiê dinamarquês disse sentir-se "muito honrado" pela indicação e prometeu "fazer todo o possível para estar à altura da confiança" depositada pelos aliados.

Na sexta-feira, a indicação de Rasmussen havia enfrentado oposição da Turquia, provocada pela postura de Rasmussen após a publicação em 2005 das caricaturas do profeta Maomé em um jornal dinamarquês.

Rasmussen irritou muitos muçulmanos na Turquia e em outros países quando se recusou a censurar o jornal e defendeu a liberdade de expressão.

Em entrevista a um canal de televisão turco, o primeiro-ministro do país, Recep Tayyip Erdogan, explicou que acabou cedendo à indicação de Rasmussen depois de receber do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantias de que um dos subsecretários da Otan será turco e de que o exército do país fará parte do Comitê Militar da entidade.

Analistas questionam a conveniência de ter alguém com o perfil de Rasmussen à frente da Aliança, no momento em que a entidade tenta conquistar o apoio da população mulçumana, principalmente no Afeganistão, onde realiza a missão considerada a mais importante de sua história.

Fonte: BBc Brasil