segunda-feira, 8 de junho de 2009

Coalizão governista declara vitória no Líbano

O líder governista Saad al-Hariri declarou que sua coalizão 14 de Março, apoiada pelo ocidente e contra a Síria, ganhou as eleições libanesas e a maioria no Parlamento do país.

A contagem de votos continua pela madrugada desta segunda-feira, mas alguns políticos do movimento rival 8 de Março, liderado pelo Hezbollah e apoiado por Síria e Irã, já admitiram a derrota através de declarações nas emissoras locais.

Hariri fez um discurso no início da madrugada parabenizando a coalizão governista pela vitória.

"Em minha opinião, sim, o 14 de Março voltará como a maioria", disse ele para as emissoras.

Mas muitos preferem esperar os resultados oficiais, inicialmente previstos para serem divulgados na madrugada, mas que foram remarcados para saírem no início da manhã.

Entretanto, analistas do país disseram que os resultados finais deverão mostrar uma diferença apertada.

Segundo eles, muitos distritos ainda não receberam as contagens e as eleições deverão ser decididas pelos cristãos do país, uma comunidade dividida entre os que apoiam governistas ou oposição.

Divisão

Candidatos disputam 128 cadeiras no Parlamento, divididos em 64 vagas para cristãos e 64 para muçulmanos.

Segundo os resultados preliminares 68 cadeiras deverão ir para os governistas, enquanto que o Hezbollah e seus aliados ficariam com 57 assentos no parlamento, além de outras três cadeiras para candidatos independentes.

O grupo xiita declarou que ainda esperava pela contagem de outros distritos e que não estava preocupado com uma eventual derrota no pleito. No entanto, um político importante, próximo à ao bloco liderado pelo Hezbollah já teria admitido a derrota em declaração a jornalistas.

De acordo com o próprio Hezbollah, o partido elegeu todos os 11 candidatos que disputaram as eleições.

Governo de união

A votação terminou às 19 horas horário local (13 horas, horário de Brasília). Cerca de 3 milhões de eleitores estavam aptos a votar, mas o comparecimento ficou em 52% de votantes, um aumento de 20% em comparação às eleições de 2005, de acordo com o ministro do Interior, Ziad Baroud.

O governo colocou em torno de 50 mil soldados e policiais pelo país para prevenir violência, mas não houve maiores incidentes.

Mesmo com uma vitória do 14 de Março, analistas acreditam que haverá a formação de um governo de união nacional que agregasse as principais forças políticas da oposição.

O 14 de Março recebe apoio dos Estados Unidos, que temiam um governo libanês controlado pelo Hezbollah, que consta na lista americana como grupo terrorista.

A atual maioria governista chegou ao poder em 2005, depois do assassinato do ex-premiê Rafik al-Hariri, pai do atual líder Saad al-Hariri, em um atentado à bomba em Beirute.

A Síria foi acusada de ordenar a morte de Hariri e a pressão da comunidade internacional forçou os sírios a retirar suas tropas do Líbano depois de 29 anos de presença militar no país.

O governo sírio sempre negou veementemente qualquer envolvimento no atentado contra Hariri.

Fonte: BBC Brasil

Camex eleva imposto de importação de produtos siderúrgicos

Imposto de Importação, que estava em zero, sobe para 12% a 14%.
Decisão atende a reivindicação de siderúrgicas nacionais.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu retirar da lista brasileira de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) sete tipos de produtos siderúrgicos, informou nesta sexta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Com isso, o imposto de importação desses produtos, que estava em zero desde 2005, subiu para 12% a 14%. Há quatro anos atrás, o imposto foi zerado para tentar conter a subida do preço do aço no mercado interno que havia naquele momento e, com isso, evitar pressões inflacionárias.

A decisão da Camex de retomar a tributação dos produtos importados atende a reivindicação de siderúrgicas nacionais, como Gerdau e Usiminas, que vinham reclamando da concorrência, no mercado brasileiro, das compras do feitas no exterior.

Os itens que foram retirados da TEC são os seguintes: chapas e bobinas a quente, chapas e bobinas a frio, chapas grossas de aço carbono e barras de aços ligados. Com a exclusão, as alíquotas dos Impostos de Importação (II) desses produtos passarão de zero para 12%, com exceção das barras de aço, que terá elevação para 14%.

O MDIC lembrou que, desde 2005, os códigos siderúrgicos vêm sendo incluídos na Lista de Exceções. Com a retirada desses produtos, a Lista de Exceções Brasileira à TEC soma 85 itens. No último dia 27 de março, a Camex alterou sua lista, que tinha 99 produtos, para 92, visando atender determinação do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Fonte: G1

sexta-feira, 5 de junho de 2009

20 Anos do Protesto (Massacre) da Praça da Paz Celestial



O massacre da Praça da Paz Celestial completa 20 anos nesta quinta-feira. A polícia chinesa mantém uma forte vigilância para evitar manifestações. O local foi aberto aos visitantes, ao contrário do que aconteceu há 10 anos, quando a praça foi isolada, uma década após o violento episódio.

Na Praça da Paz Celestial, palco do episódio, os guardas tentam afastar jornalistas e acompanham de perto grupos de pessoas para evitar concentrações populares.

O porta-voz da chanceleria comentou a visão do governo sobre o caso. Segundo ele, o Partido Comunista e o governo já deixaram claro os "eventos da década de 80".

E que o desenvolvimento da China nas últimas décadas comprova que o caminho socialista, com as características chinesas, é fundamental para os interesses do povo. O governo chinês rejeitou ainda a declaração dos Estados Unidos, que exige a divulgação das informações e números do triste episódio de quatro de junho de 1989.

Naquela data aconteceu uma grande manifestação na Praça central de Pequim, após dias seguidos de mobilizações pró-democracia. O ato foi reprimido pelo Exército de Libertação Nacional, que abriu fogo contra os ativistas. Tanques cercavam a Praça, e o número de mortos e feridos no episódio é desconhecido até hoje.

Organizações internacionais estimam que mais de um milhão de pessoas participaram da manifestação, e até cinco mil foram mortas. Nesta quinta-feira, parentes de algumas vítimas levaram flores ao cemitério onde os ativistas estão enterrados. Tudo sob escolta policial.


Fonte: Band.com.br

quarta-feira, 3 de junho de 2009

OEA revoga suspensão a Cuba depois de 47 anos

Após dias de impasse, os países membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) decidiram nesta quarta-feira levantar a suspensão imposta a Cuba ainda na Guerra Fria, o que pode permitir que a ilha seja reincorporada ao sistema interamericano.

"A resolução sexta, adotada em 31 de janeiro de 1962 na 8ª reunião da qual se excluiu o governo de Cuba, fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos", afirmou a chanceler de Honduras, Patricia Rodas, ao ler a resolução do organismo.

"Que a participação de Cuba na OEA seja resultado de um diálogo realizado a pedido do governo de Cuba e de conformidade com a prática e os princípios" da entidade, acrescentou.

Cuba foi suspensa da OEA em 1962. Na ocasião, os países membros consideraram o regime adotado pela ilha incompatível com os princípios da entidade.

"Hoje demos um passo histórico", disse Ruy de Lima Casaes e Silva, embaixador brasileiro na OEA. "Enterramos o cadáver insepulto que era um obstáculo para um sistema interamericano inclusivo e solidário."

Para o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, a medida corrige um "erro histórico".

"Todos os Estados têm o direito de eleger, sem ingerência externa, seus sistema político, econômico e social", afirmou Zelaya, logo após a leitura da resolução. "A Guerra Fria terminou hoje, aqui em San Pedro Sula. O erro cometido não poderia ser eterno."

"Milagre"

A decisão surpreendeu as expectativas dos chanceleres reunidos em San Pedro Sula, no nordeste de Honduras. Mais cedo, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, havia admitido que um acordo entre os países neste momento seria "um milagre".

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, deixou a reunião na noite da segunda-feira advertindo que não havia consenso entre os países e que a posição dos Estados Unidos estava praticamente isolada.

Ao abandonar o encontro, Hillary disse que uma delegação americana acompanharia o prosseguimento da reunião e continuaria pressionando os outros membros da OEA para chegar a um resultado que os Estados Unidos pudessem apoiar.

A reincorporação de Cuba à OEA também depende ainda do governo cubano. Tanto o líder Fidel Castro como seu irmão e presidente, Raúl Castro, afirmaram que não estão interessados em voltar à entidade por considerarem que trata-se de um "instrumento" dos Estados Unidos para o controle regional.

Em seu último artigo, Fidel Castro acusou a OEA de ser "cúmplice" de crimes cometidos contra Cuba.

Fonte: BBC Brasil

Obama começa na Arábia Saudita giro pelo Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou nesta quarta-feira na Arábia Saudita, a primeira parada da visita oficial ao Oriente Médio e à Europa.

Obama se reuniu com o rei saudita Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, perto de Riad.

Na quinta-feira, ele segue para o Egito, onde deve se reunir com o presidente Hosni Mubarak, e realizar um aguardado discurso no qual se dirigirá ao público muçulmano.

A expectativa é de que Obama tente dar fôlego renovado às negociações de paz no Oriente Médio e superar as desconfianças que cercam a atuação americana na região.

Pouco antes de Obama desembarcar na Arábia Saudita, uma gravação atribuída ao líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o acusou de plantar sementes para aprofundar o ódio contra os Estados Unidos.

Também na quinta-feira, Obama visitará a Universidade do Cairo, onde deve fazer um aguardado discurso para o mundo islâmico.

Esta é a primeira viagem de Obama ao Oriente Médio desde que ele tomou posse, em janeiro deste ano. Antes disso, ele tinha feito apenas uma escala no Iraque, em abril.

De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, no discurso no Egito, Obama procurará demonstrar "que os Estados Unidos buscam um relacionamento diferente" com o mundo muçulmano, em uma tentativa de isolar as alas mais radicais da sociedade islâmica.

Durante a campanha à Presidência, Obama havia afirmado que, caso eleito, faria um discurso aos muçulmanos na capital de um país islâmico.

Na terça-feira, uma mensagem atribuída ao segundo homem no comando da rede Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, foi publicada em um website ligado aos extremistas.

Na mensagem de áudio, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o líder da Al-Qaeda chama Obama de "criminoso" e afirma que ele não será bem-vindo no Egito.

Ele ainda classificou as campanhas dos EUA no Iraque e Afeganistão como "sangrentas" e pediu aos muçulmanos que não deem atenção às mensagens de Obama.

"As mensagens sangrentas (de Obama) estão sendo recebidas e não serão ocultadas por campanhas de relações públicas, visitas teatrais ou palavras educadas", diz a mensagem, em uma referência ao discurso que Obama fará no Cairo.

Negociações

A viagem de Obama não inclui uma visita a Israel. Mas, pouco antes de partir, na terça-feira, Obama se encontrou com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, em Washington.

A reunião aconteceu a portas fechadas, mas informações dão conta de que o presidente americano reiterou o pedido para que Israel suspenda a construção em assentamentos na Cisjordânia.

Israel tem resistido a interromper as atividades de construção nos assentamentos, que são considerados pelos líderes palestinos como um dos maiores obstáculos à paz na região.

Depois do Egito, Obama segue para a Alemanha, onde deve se encontrar com a chanceler Angela Merkel e visitar o campo de concentração de Buchenwald.

No sábado, Obama segue para a França, onde participará, junto com o presidente Nicolas Sarkozy e o herdeiro do trono britânico, príncipe Charles, das comemorações do Dia D na Normandia.

Fonte: BBC Brasil

China aumenta segurança antes de aniversário de protestos

O governo da China aumentou a segurança em volta da Praça da Paz Celestial, em Pequim, nesta quarta-feira, véspera do aniversário de 20 anos da repressão aos protestos na capital do país.

Visitantes estão tendo suas bolsas e documentos revistados, forças paramilitares patrulham a grande praça e veículos da polícia estão estacionados perto do complexo do antigo palácio imperial, a Cidade Proibida.

Muitos dissidentes informaram que receberam ordens para sair de Pequim ou para ficarem em casa, e alguns jornalistas foram proibidos de entrar na praça.

Ding Zilin, chefe do grupo chamado Mães da Praça da Paz Celestial, formado por mulheres cujos filhos foram mortos a tiros na repressão aos protestos, teria sido proibida de sair de casa, assim como a esposa do dissidente preso Hu Jia.

Segundo a correspondente da BBC em Hong Kong, Vaudine England, o Partido Comunista chinês proibiu discussões a respeito do movimento democrático e dos protestos de 1989.

Além disso o governo chinês também bloqueou páginas de redes de relacionamento como Twitter, contas do Hotmail ou sites de fotos como o Flickr.

A China costuma proibir discussões sobre os eventos de 4 de junho de 1989, quando o Exército pôs fim, de forma violenta, a semanas de protestos que exigiam mais democracia no país. Também não foi realizado um inquérito oficial sobre os eventos de 1989.

Centenas ou possivelmente milhares - de pessoas morreram na repressão aos protestos, mas as discussões sobre o evento continuam sendo um tabu na China.

A ONG de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional afirma que até 200 pessoas permanecem presas por causa dos eventos de 1989.

Blogues bloqueados

O arquiteto do Estádio Olímpico de Pequim, o famoso "Ninho", Ai Weiwei, disse à BBC que teve seus blogues bloqueados às vésperas do aniversário da repressão ao protesto.

"Três dos meus blogues foram fechados. Não sei exatamente a razão, mas posso sentir que tem a ver com o aniversário (da repressão ao protesto)", afirmou.

Até mesmo em Hong Kong, onde há liberdade de expressão, alguns dissidentes não puderam entrar.

Xiang Xiaoji, que agora é um cidadão americano mas na época era um dos líderes estudantis que participou do protesto, tentava entrar em Hong Kong para se juntar aos eventos de comemoração do aniversário, mas não recebeu autorização e pegou um voo de volta a Nova York.

Durante o final de semana, outro ex-líder estudantil que participou do protesto e agora está exilado, Xiong Yan, conseguiu entrar em Hong Kong.

A ex-colônia britânica conseguiu dos chineses garantias de sua autonomia e liberdade de expressão, mas as proibições da entrada de Xiang e de outros dissidentes colocam em dúvida esta garantia.

De acordo com Vaudine England, a elite governante de Hong Kong, de funcionários públicos indicados pelo governo chinês e poderosos empresários, acredita que a única forma de sobrevivência é a proximidade com a China.

No entanto a maioria da população de Hong Kong ainda quer a liberdade prometida, de acordo com pesquisas.

Fonte: BBC Brasil

Violência mantém Brasil atrás de vizinhos em índice da paz

A violência manteve o Brasil atrás da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, da Bolívia, do Peru e do Chile na última edição do Índice Global da Paz (IGP), um levantamento anual dos indicadores de segurança e violência no mundo.

Na América do Sul, o Brasil só fica na frente da Colômbia, país afundado em um grave conflito interno, e da Venezuela, onde a disputa política é acirrada.

O Brasil está em 85º lugar no ranking de 144 países, avançando cinco posições em relação ao IGP de 2008. A melhora mudança se deve principalmente a uma ligeira redução no volume de importação de armas, percentual do Produto Interno Bruto (PIB) destinado a investimentos militares e número de agentes armados em relação à população.

Em primeiro lugar no IGP deste ano, ficou a Nova Zelândia, destronando a Islândia – que caiu para o quarto lugar – como o país mais pacífico do mundo. Em segundo, está a Dinamarca, seguida por Noruega, Islândia, Áustria, Suécia e Japão. Completam os dez primeiros colocados Canadá, Finlândia e Eslovênia.

Chile em alta

O Chile é o melhor colocado da América Latina, na 20ª posição, uma atrás da obtida em 2008. Em seguida, dos vizinhos brasileiros, vem o Uruguai, em 25º.

Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos ficaram em 83º lugar, bem atrás dos vizinhos canadenses (8º). O principal motivo para a má colocação dos americanos são as ameaças de terrorismo e criminalidade no país.

Por outro lado, a Europa foi considerada a região mais pacífica do planeta, com a maioria dos seus países entre os 20 primeiros colocados do ranking. Entre as exceções estão França (30º), Grã-Bretanha e Itália, os dois últimos juntos em 35º e 36º lugar, respectivamente.

De acordo com o IGP, embora tenha subido 14 colocações desde 2008, a Grã-Bretanha continua sob ameaça de terrorismo e criminalidade, além de registrar altas exportações de armamentos.

Já a Itália caiu oito posições (de 28 para 36) – os culpados também são a percepção da criminalidade e a proporção de agentes de segurança na população.

Em último na Europa está a Grécia, que caiu três posições principalmente por causa das revoltas domésticas que explodiram no país no ano passado, depois que um menino de 15 anos foi assassinado pela polícia.

Em último lugar no ranking global está o Iraque, arrasado pela longa guerra. Conflitos também arrastaram o Afeganistão para o penúltimo lugar e Israel para o 141º.

O pé do ranking IGP é completado por outros países em conflito, como Somália (142), Sudão (140), República Democrática do Congo (139) e Chad (138).

Crise 'elevou desconfiança sobre práticas do setor privado', diz Transparência

Um relatório global da organização não-governamental Transparência Internacional indica que o setor privado é cada vez mais alvo de desconfiança em decorrência de suas práticas para realizar negócios.

A impressão está retratada no relatório Barômetro Global de Corrupção, que ouviu cerca de 73 mil pessoas em 69 países do mundo. O Brasil não está entre os oito latino-americanos pesquisados.

Entre este relatório de 2009 e o último, divulgado em 2004, a percentagem de entrevistados que considera haver corrupção no setor privado pulou de 45% para 53%.

"Estes resultados refletem um público sensibilizado por uma crise financeira precipitada por regulamentações deficientes e falta de responsabilidade corporativa", afirmou a presidente da Transparência Internacional, Huguette Labelle.

Comparadas com os partidos políticos, o poder legislativo e judiciário e os funcionários públicos, as empresas são percebidas como as mais corruptas na Islândia, Luxemburgo, Dinamarca, Canadá e Países Baixos, entre outros países.

Má imagem

Entretanto, ainda são os partidos políticos as instituições mais vistas como corruptas entre os entrevistados.

Em resultados iguais aos de 2004, 69% dos entrevistados consideraram que os partidos são corruptos ou extremamente corruptos. Em seguida veio o poder Legislativo (61%).

Já a polícia foi apontada pelos entrevistados como a instituição "mais subornada" - quase um entre cada quatro ouvidos teve de desembolsar recursos para ter um serviço prestado ou evitar complicações com as forças policiais.

Os níveis de suborno se mostraram alarmantes quando a entidade pesquisou a percentagem de propina que os entrevistado pagaram nos últimos 12 meses. Em Serra Leoa este nível alcançou 62%; em Camarões e Uganda, 55%.

Puxada por Bolívia (30%), Venezuela (28%) e Peru (20%), a média latino-americana ficou em 10%.

Na região, três em cada cinco entrevistados consideraram como ineficientes as iniciativas governamentais para combater a corrupção. Os mais céticos são os argentinos, entre os quais mais de 80% expressaram essa opinião.

Fonte: BBC Brasil

Submarino-robô atinge ponto mais profundo da Terra

Um submarino-robô desenvolvido nos Estados Unidos alcançou a área considerada a mais profunda dos oceanos - o chamado Challenger Deep, na Fossa das Marianas, no Pacífico.

O local, perto da ilha de Guam, é o maior abismo da Terra, com 11 mil metros de profundidade - mais de 2 quilômetros do que o Monte Everest tem de altura.

O mergulho da embarcação não-tripulada Neureus ocorreu no último domingo e atingiu 10.902 metros de profundidade.

Nesta localização, a pressão chega a ser mais que mil vezes maior que a nível do mar.

Livre

O Nereus é operado à distância por pilotos a bordo de um navio, com a ajuda de cabos de fibra óptica que permitem que ele desça a grandes profundidades e seja fácil de manobrar.

Ele também pode ser colocado em modo automático e "nadar" livremente.

"Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano", disse Andy Bowen, diretor do projeto e principal pesquisador por trás do desenvolvimento do submarino no Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês).

"Essas fossas são praticamente inexploradas e tenho certeza absoluta que o Nereus vai permitir novas descobertas", afirmou. "Este mergulho marca o início de uma nova era na exploração dos oceanos."

Passado

O Challenge Deep só foi atingido antes por duas outras embarcações.

Em janeiro de 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do batiscafo suíço Trieste.

A embarcação era composta por uma esfera de aço de 2 metros de diâmetro, ocupada pelos dois tripulantes e pendurada em um tanque de petróleo gigante, projetado para permitir uma boa flutuação.

Durante a expedição, que durou nove horas, os dois homens passaram apenas 20 minutos no fundo do oceano - tempo suficiente para registrar a profundidade local em 10.916 metros.

Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local.

Atualmente, os aparelhos mais aptos a descer a grandes profundidades chegam a uma média de 6,5 mil metros, o que permite os cientistas explorar 95% do fundo do mar.

Fonte: BBC Brasil

Brasil terá 1ª lista nacional de espécies invasoras até julho

O Ministério do Meio Ambiente revelou que o Brasil deve ganhar em no máximo dois meses sua primeira lista nacional de espécies exóticas invasoras, que não são de origem brasileira, mas estão presentes em território nacional e representam uma ameaça a seres vivos naturais do Brasil.

Muitas dessas espécies também causam inúmeros problemas à economia e à saúde pública.

Entre os seres vivos "estrangeiros" que proliferam no país está o mosquito africano Aedes aegypti, vetor da dengue, e o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), um molusco que incrusta instalações submersas de usinas hidrelétricas e fábricas, impedindo que funcionem normalmente.

Segundo Bráulio Dias, diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, cinco estudos de diagnóstico de espécies exóticas e invasoras estão em fase de revisão e devem ser publicadas até julho.

Ele estima que o número de espécies na lista seja semelhante ao de uma relação preliminar de 2006, que listou 543 seres vivos.

Tema novo

A relação nacional deverá ser usada como base para a elaboração de um plano nacional de combate às espécies exóticas e invasoras, que deve ser lançado no segundo semestre, disse Dias.

"Esse é um tema novo na área ambiental, um assunto que está crescendo", disse. "Com mais informação disponível, fica mais fácil a discussão política sobre como lidar com o problema."

Ele explicou que até agora, o Ministério do Meio Ambiente vinha lidando com as espécies invasoras individualmente. Mas os problemas aumentaram, o que levou à necessidade de criar a lista.

Pelo menos quatro Estados - Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Espírito Santo - já tem listas estaduais, explicou Dias. A do Rio de Janeiro, divulgada em maio, lista 226 espécies, incluindo a jaqueira e o mico-estrela.

Nos mares, a relação carioca inclui o coral-sol (do gênero Tubastraea), uma espécie que prolifera com velocidade na região de Ilha Grande, ameaçando o coral-cérebro (Mussismilia hispida), uma espécie que, na natureza, só existe na costa brasileira.

Mexilhão-dourado

Uma espécie é considerada exótica quando é introduzida num habitat que não é o seu original. Para ser considerada invasora, ela precisa ser capaz de se reproduzir nesse novo ambiente sem interferência humana, podendo virar uma praga.

Como esses seres vivos não tem predadores naturais na sua nova casa, podem proliferar livremente, ameaçando outras espécies.

O mexilhão-dourado é uma das espécies "estrangeiras" que mais tem causado problemas no Brasil.

Originário da China, o molusco chegou ao Brasil na água de lastro de navios e se reproduziu rapidamente, se espalhando por áreas de água doce e salgada.

Nas usinas hidrelétricas, o acúmulo dos mexilhões em áreas submersas pode até provocar a interrupção da geração de energia.

O problema levou o governo federal a lançar, em 2003, uma força-tarefa para controlar a disseminação do mexilhão.

Fonte: BBC Brasil