sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Lula visita Argentina em plena tensão bilateral, diz 'La Nación'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à Argentina neste domingo em "plena tensão bilateral", afirma uma reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal argentino La Nación.

Segundo o diário, a tensão entre os dois países se deve às diferenças de posição entre Brasil e Argentina nas negociações da Rodada de Doha e aos novos conflitos comerciais relacionados à farinha argentina e à redução alfandegária adotada pelo Brasil.

"Lula será o primeiro chefe de Estado a visitar sua parceira Cristina Kirchner depois da crise do setor agrícola, mas chegará justo quando há diferenças entre os dois países", diz o jornal.

"Talvez não seja o melhor momento para que o presidente brasileiro venha à Argentina, mas chegará, de qualquer forma, no domingo", afirma o La Nación.

Negócios

O jornal destaca que, na agenda da visita, está um encontro entre secretário argentino da Indústria, Fernando Fraguío, e o secretário-geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, Ivan Ramalho.

Segundo o diário, os dois representantes devem discutir duas das principais causas da tensão entre os países: a redução das tarifas alfandegárias autorizada pelo Brasil e a conseqüente "violação unilateral" nas Tarifas Externas Comuns (TEC) do Mercosul, e as acusações da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo) contra os competidores por um possível dumping da farinha argentina.

Apesar dos conflitos no setor comercial, o La Nación destaca que a expectativa do encontro entre Lula e Cristina Kirchner, agendado para segunda-feira, é que os líderes fechem acordos comerciais durante a reunião.

"O governo argentino pretende equilibrar um pouco o grande déficit no intercâmbio industrial com o Brasil", diz o jornal, citando os setores estratégicos identificados pela Argentina.

Tensão

O La Nación dedica ainda outra matéria sobre a relação entre os dois países.

Em uma nota intitulada "O Brasil estende a mão", o jornal comenta a tensão criada pelo Brasil por conta da postura adotada nas negociações da Rodada de Doha.

Na edição de segunda-feira, o jornal já havia destacado que os países do Mercosul perceberam como "traição" o apoio brasileiro à proposta de liberalização comercial apresentada pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.

Em uma nota publicada na edição desta terça-feira, o diário afirma que o Brasil "estendeu a mão" para Argentina e estaria disposto a renunciar parte da porcentagem da cláusula de flexibilização que corresponde ao Mercosul para beneficiar a Argentina.

"Fiel à sua promessa de 'fazer esforços para ajudar a Argentina', o chanceler Celso Amorim estaria analisando uma fórmula que permita aos argentinos a proteger um número maior de setores industriais”, afirma o La Nación.

Fonte: BBC Brasil

Cidades de médio porte lideram alta do PIB, diz Ipea



Participação dos municípios médios subiu de 26,07% para 27,35% entre 2002 e 2005.
Pesquisa mostra que crescimento econômico atrai habitantes para essas cidades.

Dados preliminares de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), do governo federal, mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) das cidades de médio porte do Brasil - com população entre 100 mil e 500 mil habitantes - cresceu mais rapidamente que os dos pequenos municípios e o das grandes metrópoles.

Considerados os anos de 2002 e 2005, as grandes cidades e metrópoles perderam participação no PIB (com mais de 500 mil habitantes), passando de 43,34% para 41,7%. Já as pequenas cidades, com menos de 100 moradores, tiveram crescimento marginal: passaram de 30,59% de participação, em 2002, para 30,95%, em 2005. As cidades de médio porte tiveram salto superior a 1 ponto percentual no mesmo período, saltando de 26,07% para 27,35%.

Crescimento x população

De acordo com comunicado divulgado pelo Ipea nesta segunda-feira (28), os dados mostram que as cidades médias cresceram acima do patamar nacional, com aumento do PIB acima dos 5% ao ano. Segundo o Ipea, quando uma cidade apresenta crescimento econômico elevado, o crescimento populacional vem a reboque, porque as populações migram em busca de trabalho.

Do ponto de vista populacional, as cidades grandes e pequenas encolheram entre 2000 e 2007, enquanto as médias cresceram. As médias concentravam 23,8% da população em 2000 e passaram para 25,05% em 2007. As grandes caíram de 29,81% para 29,71% no mesmo período, e as pequenas, de 46,39% para 45,24%.

Entre as cidades que tiveram maior crescimento populacional entre 2000 e 2007 estão: Palmas (TO), Águas Lindas de Goiás (GO), Sinop (MT), Marituba (PA), Aparecida de Goiânia (GO), Paço do Lumiar (MA), Valparaíso de Goiás (GO), Macapá (AP), Lauro de Freitas (BA), São José de Ribamar (MA), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC).

Fonte: G1

EUA reduzem previsão de alta do PIB de 2008 para 1,6%

Segundo a Casa Branca, a expectativa para 2009 foi reduzida de 3% para 2,2%.
Além disso, o déficit orçamentário do país deve bater recorde no ano que vem.

A Casa Branca reduziu suas previsões para o crescimento econômico dos Estados Unidos em 2008 e 2009 e projeta agora déficit orçamentário recorde no ano que vem. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,6% neste ano, percentual 40% menor que a previsão anterior de 2,7%. Em 2009, a alta deve ficar em 2,2%, contra os 3% projetados anteriormente.

Por causa da fraqueza econômica americana e do custo do pacote de estímulo deste ano, o déficit do orçamento federal para o país deve bater recorde no ano fiscal 2009, segundo informou a Casa Branca. A redução do crescimento era evidenciada por indicadores sobre consumo e indústria do país.

No vermelho

O Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) disse que prevê um aumento do déficit orçamentário no próximo ano fiscal para US$ 482 bilhões, US$ 75 bilhões acima da estimativa anterior. Para o atual ano fiscal, que se encerra em 30 de setembro, a Casa Branca projeta um déficit de US$ 389 bilhões, US$ 21 bilhões a menos do que a administração federal previa em fevereiro.

Se o déficit no orçamento do próximo ano fiscal realmente se aproximar da estimativa da Casa Branca, irá facilmente superar o recorde nominal de US$ 413 bilhões registrado no ano fiscal de 2004. O déficit orçamentário projetado para o atual ano fiscal será de 2,7% do PIB, ligeiramente acima da média dos últimos 40 anos. Para o próximo ano fiscal, o déficit projetado vai representar 3,3% do PIB, abaixo do nível recorde do ano fiscal 2004.

Justificativas

As projeções econômicas de 2008 e 2009 usadas como base para a previsão do orçamento foram rebaixadas para refletirem o declínio do setor de moradia, mercados financeiros frágeis e preços de energia em elevação. Para 2010 e 2011, no entanto, a Casa Branca projeta uma aceleração acentuada do PIB, com uma taxa de expansão de 3,4%.

Os dados revisados do déficit orçamentário mostram o dramático impacto da atual desaceleração econômica sobre a posição fiscal do governo. Há um ano, a Casa Branca projetava um déficit fiscal de US$ 258 bilhões para 2008 e de US$ 213 bilhões em 2009. As informações são da Dow Jones.

Fonte: G1

Ahmadinejad diz que Irã não fabrica armas nucleares

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, assegurou hoje, em entrevista exclusiva a uma rede de televisão americana, que Teerã não está fabricando armas nucleares porque não acredita nelas e porque neste século elas não fazem sentido.

"Não estamos fabricando uma bomba. Não acreditamos em bombas nucleares", disse Ahmadinejad em entrevista à rede "NBC", que antecipou hoje um trecho da mesma.

"As bombas nucleares pertencem ao século XX e vivemos em um novo século", insistiu o governante nos jardins do palácio presidencial em Teerã.

As declarações foram feitas depois que o próprio Ahmadinejad tivesse anunciado no sábado que o Irã possui entre cinco e seis mil centrífugas para o enriquecimento de urânio, quase o dobro das que tinha em abril passado.

O governante iraniano ressaltou que a história demonstrou que as armas nucleares não ajudaram os países a conseguir seus objetivos políticos, como no caso da antiga União Soviética.

No entanto, quando questionado se a mensagem do Irã ao mundo é de confronto ou de cooperação, Ahmadinejad preferiu não responder e aludiu à postura americana.

"Esta é a pergunta que eu faço aos Estados Unidos", disse.

"Durante mais de 50 anos a política dos EUA foi a de confronto com os iranianos (...), mas hoje vemos um novo comportamento dos EUA.", afirmou Ahmadinejad em referência à presença do número três do Departamento de Estado, William Burns, na reunião do último dia 19 em Genebra.

Nesse encontro, em Genebra, com o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, o Irã rejeitou dar uma resposta concreta à oferta dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha, para que abandonasse seu programa nuclear.

A pergunta é, segundo Ahmadinejad, se essa mudança de postura dos EUA "se baseia em uma nova aproximação, em respeito mútuo, cooperação e justiça, ou se é a continuação, disfarçada, do confronto com os iranianos".

"Se é a continuação do velho processo, então os iranianos precisam defender seus direitos e seus interesses. Mas se a postura muda, estaremos em uma nova situação e a resposta dos iranianos será positiva", assegurou.

Fonte: UOL/EFE

Choque dos continentes oxigenou o planeta, diz grupo

A culpa de a Terra ser como ela é hoje, cheia de vida, é do choque dos continentes e, também, da proliferação das cianobactérias (algas azuis).
A tese, que não deixa de ser polêmica, está na edição de hoje da "Nature Geology".
A Terra, em sua história, teve vários supercontinentes. Um dos mais famosos, o Pangea. Em toda essa movimentação, o choque entre as placas fez aparecer várias montanhas, como o recente Himalaia, por exemplo.
A erosão das cadeias montanhosas, diz um grupo australiano, da Universidade Nacional, carregou muitos nutrientes para o mar.
Na água, o alimento em abundância fez proliferar as algas azuis, organismos que produzem oxigênio.
O nível do gás vital, segundo as medições, começou a subir há 2,5 bilhões de anos.
Diz o estudo, que outro processo ocorreu em paralelo ao choque. A quantidade de carbono orgânico depositada no fundo no mar também subiu. Assim, caiu a formação de dióxido de carbono e o oxigênio ficou mais livre.

Fonte: Folha de São Paulo

Governo reduz imposto de importação de máquinas e equipamentos

Segundo Desenvolvimento, 141 novos produtos foram incluídos na lista de ex-tarifários.
Medida vai gerar investimentos de US$ 2,3 bilhões, diz Ministério do Desenvolvimento.

O governo informou que foi publicada nesta segunda-feira (28), no Diário Oficial da União (DOU), a inclusão de 141 novos produtos na lista ex-tarifários, que conta com tarifa de importação reduzida pelo fato de não haver produção similar na região do Mercosul.

A inclusão dos produtos foi aprovada na última quinta-feira (25) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). Com a medida, as tarifas de importação para esses produtos ficam reduzidas de 14% para 2% até o dia 31 de dezembro de 2008.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, os investimentos globais e os relativos às importações de equipamentos vinculados aos 141 ex-tarifários somam US$ 2,385 bilhões. Os principais setores beneficiados com a medida foram: papel e celulose (20,19%), têxtil (15,82%), siderúrgico (11,02%) e autopeças (10,62%).

O Ministério do Desenvolvimento estima que a medida vá gerar importações de US$ 311 milhões, o que contribuiria para aumentar, ainda que de forma pequena, o desequilíbrio das contas externas brasileiras em um primeiro momento. Nos próximos anos, como as máquinas e equipamento serão utilizadas na produção, podem contribuir para aumentar as vendas ao exterior e a oferta de produtos e serviços dentro do país.

A relação de 141 novos produtos na lista de ex-tarifários, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento, corresponde a 134 bens simples (de apenas um maquinário ou equipamento) e 7 de sistemas integrados (um conjunto de máquinas ou equipamentos).

Ex-tarifário

O regime Ex-tarifário é um mecanismo disponibilizado pelo Governo Federal para reduzir temporariamente o Imposto de Importação sobre as categorias de produtos, quando não houver produção nacional ou similar do bem importado na produção da indústria nacional.

Desde julho de 2001, quando o regime entrou em vigor, a julho deste ano, foram concedidos 6.472 ex-tarifários, que somam mais de US$ 77 bilhões em investimentos globais em todo território brasileiro. Atualmente, encontram-se em vigor 2.691 ex-tarifários, dos quais 2.539 são simples e 152 integram o de sistemas integrados.

Fonte: G1

Brasil prepara novas regras para setor de mineração

O governo brasileiro estuda um novo marco regulatório para o setor de mineração, atividade liderada no país pela Vale mas que reúne outras gigantes como a Votorantim, Anglo American Brasil e mais recentemente a MMX, do empresário Eike Batista.

A última mudança nas regras do setor foi feita em 1967.

Atualmente, para desenvolver um projeto de mineração o investidor precisa requerer a área ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) e tem o prazo de três anos renováveis por mais três para fazer a pesquisa.

Se encontrar uma jazida, o investidor é obrigado a entregar o relatório de pesquisa ao DNPM, que vai ao local da descoberta. Depois de aprovado o relatório, o investidor tem um ano para pedir a lavra do projeto.

A idéia do novo marco é instituir outorgas online por meio de leilões para modernizar e agilizar os processos, aumentando o número de agentes na atividade mineradora brasileira e diversificando os produtos.

Veja a seguir as principais reservas minerais do Brasil:

MINÉRIO DE FERRO:

* Segundo maior produtor de minério de ferro, com 350 milhões de toneladas em 2007, equivalentes a 18,42 por cento da produção mundial de 1,9 bilhão de toneladas.

* Reservas: 5o lugar, com 26 bilhões de toneladas das 370 bilhões de toneladas mundiais.

* Principais empresas: Vale (84 por cento), Companhia Siderúrgica Nacional (5,8 por cento) e MMX (1 por cento).

* Principais Estados: Minas Gerais (71 por cento), Pará (27 por cento) e Mato Grosso do Sul (1 por cento).

COBRE:

* Décimo sexto maior produtor de cobre com produção em 2007 de 200 mil toneladas

* Reservas: 15 milhões de toneladas, ou 2 por cento da reserva mundial de minério contido.

* Principais empresas: Vale (60 por cento), Mineração Maracá (Yamana) (25 por cento), Mineração Caraíba (13 por cento).

* Principais Estados: Pará (60 por cento), Bahia (20 por cento) e Goiás (20 por cento).

NÍQUEL:

* Sétimo maior produtor de níquel com 81.000 toneladas em 2007.

Reservas: 9 milhões de toneladas, ou 6,6 por cento das reservas mundiais, de 144 milhões toneladas.

Principais empresas: Companhia Níquel Tocantins, da Votorantim (42,6 por cento), Anglo American Brasil (40,7 por cento), e Mineração Serra da Fortaleza, também da Votorantim (16,6 por cento).

Principais Estados: Goiás (83,5 por cento) e MG (16,5 por cento).

BAUXITA:

* Terceiro maior produtor de minério de Bauxita com a produção em 2007 de cerca de 24 milhões de toneladas, ou 12,6 por cento da produção mundial, de 190 milhões de toneladas.

* Reservas: 3,5 bilhões de toneladas, terceiro lugar em relação às reservas mundiais de 32 bilhões de toneladas.

* Principais empresas: Mineração Rio do Norte (78 por cento) e Companhia Brasileira de Alumínio (11 por cento).

* Principais Estados: Pará (85 por cento) e Minas Gerais (14 por cento)

NIÓBIO:

* Maior produtor de Nióbio, com produção aproximada de 76 mil toneladas em 2007, ou 95 por cento da produção mundial.

Reservas: 5,2 milhões de toneladas, ou mais de 90 por cento do total do minério no mundo.

* Principais empresas: CIA Mineira do Pirocloro de Araxá -- CBMM (60,7 por cento) e Anglo American Brasil (21 por cento).

* Principais Estados: Minas Gerais (61 por cento), Goiás (21 por cento), Amazonas (12 por cento).

URÂNIO:

* Décimo segundo maior produtor, de acordo com a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB). A produção atual é cerca de 360 t/ano de U3O8 (concentrado de urânio), podendo atingir a capacidade nominal de 400 t/ano.

* Reservas: Sexta maior reserva mundial, com 309 mil toneladas, 7 por cento da reserva mundial de 4,41 milhões de toneladas.

* Principais Estados: Ceará, Amazonas e Pará.

*O governo tem o monopólio da produção de urânio

CAULIM:

* Sexto maior produtor de Caulim, com produção aproximada de 2,3 milhões de toneladas em 2007, ou 5,3 por cento da produção mundial, de 44,5 milhões de toneladas.

* Reservas: 7,2 milhões de toneladas

* Principais Empresas: Imerys Rio Capim Caulim SA (39 por cento), Caulim da Amazônia SA (CADAM/Vale) (31 por cento) e Pará Pigmentos SA (PPSA/Vale).

Principais Estados: Pará e Amazonas.

ESTANHO:

* Sétimo maior produtor, com aproximadamente 12 mil toneladas de estanho contido em 2007, ou 4 por cento da produção mundial, de 300 mil toneladas.

* Reservas: 6,1 milhões de toneladas, ou 12,43 por cento das reservas mundiais.

* Principais empresas: Mineração Taboca S/A Pitinga (AM) (57,7 por cento); Bom Futuro-RO (16,40 por cento); Massangana-RO (12,0 por cento); e Santa Bárbara-ERSA (5,4 por cento).

*Principais Estados: Pará e Amazonas.

MANGANÊS:

* Segundo maior produtor, com aproximada de 2 milhões de toneladas de concentrado em 2007, ou 16 por cento da produção mundial de 12,6 milhões de tonelada.

* Reservas: 566 milhões de toneladas, ou 10 por cento das reservas mundiais 5,7 bilhões de toneladas.

Principais empresas: Vale (95 por cento)

Principais Estados: Pará

OURO:

* Décimo terceiro maior produtor, com 47 toneladas aproximadamente em 2007, ou 1,8 por cento da produção mundial de 2.500 toneladas.

* Reservas: 3.346 toneladas, ou 7,97 por cento da reserva mundial.

* Principais empresas: Anglo Gold Ashanti (19 por cento), Mineração Serra Grande (Anglo e Kinross) (13 por cento), Rio Paracatu Mineração -Kinross (17 por cento) e Yamana Gold (9,5 por cento).

* Principais Estados: MG (39,7 por cento), GO (23,9 por cento), PA (10,1 por cento) e BA (9,8 por cento).

ZINCO:

* Décimo segundo maior produtor, com 200 mil toneladas de concentrado em 2007, ou 1,9 por cento da produção mundial de 10,5 milhões de toneladas.

* Reservas: 6 milhões de toneladas contra reserva mundial de 220 milhões de toneladas.

* Principais empresas: Votorantim Metais

* Principais Estados: Minas Gerais

Fonte: UOL

Jogos são desculpa para desrespeito a direitos na China, diz Anistia

Um relatório da Anistia Internacional (AI), divulgado nesta segunda-feira, afirmou que garantir a "harmonia" e "estabilidade" dos Jogos Olímpicos de Pequim virou uma desculpa para o governo desrespeitar os direitos humanos na China.

De acordo com o documento da ONG, a repressão dos indivíduos que defendem os direitos humanos "se intensificou porque Pequim está hospedando os jogos".

A Anistia Internacional diz que a intenção do governo chinês seria "limpar" das ruas de Pequim pessoas "indesejáveis", que possam causar distúrbios e promover manifestações durante os jogos.

As autoridades chinesas não fizeram comentários sobre o relatório antes de sua publicação.

Entretanto, Pequim já negou várias vezes as acusações de que viola os direitos humanos e sustenta que recentes reformas que foram adotadas, além do bom gerenciamento da economia, melhoraram a qualidade de vida de milhões de pessoas na China.

O governo também tem realizado operações policiais devido à preocupação com possíveis ataques de grupos extermistas durante os jogos.

“Limpeza”

As autoridades chinesas estariam mantendo na prisão de forma "arbitrária e abusiva" ativistas, jornalistas e advogados que lutam pelos direitos humanos, afirma a AI.

Segundo a ONG, o governo tem mantido esses cidadãos sob custodia por meio de duas formas de detenção que dispensam julgamento, a "reeducação por meio do trabalho" e a "reabilitação das drogas à força".

Aos detidos não é dado o direito de questionar o motivo da prisão e eles podem ficar sob custódia por até mais de três anos, segundo Mark Allison, pesquisador-chefe para a China da AI.

"Observamos uma deterioração dos direitos humanos na China não apesar da Olimpíada, mas por causa da Olimpíada", afirmou a vice-diretora do programa para Ásia da ONG, Roseann Rife.

Prisão arbitrária

Um dos casos de prisão arbitrária listado no documento é o de Ye Guoqiang e Ye Mingjun que estão detidos desde 2004 por terem protestado contra a remoção à força da área onde moravam em Pequim.

A casa da família Ye ficava no eixo central da capital que passou por renovações para dar espaço a obras para a Olimpíada.

A edificação foi demolida em meio a um projeto de revitalização próximo ao estádio Xiannongtan, mas as autoridades negam que a detenção dos Ye tenha a ver com os jogos.

O documento intitulado The Olympics countdown - broken promises, ("Contagem regressiva para a Olimpíada – promessas não cumpridas", em tradução livre) ainda aponta outras áreas onde a questão dos direitos humanos piorou, apesar das promessas de melhora do governo.

Segundo a Anistia, a China, além de perseguir ativistas e fazer uso de detenções arbitrárias, também tem censurado a internet e a imprensa e aplicado excessivamente a pena de morte.

O documento enumera diversos casos de censura à liberdade expressão, incluindo a coação do repórter do Irish Times Clifford Coonan, que foi forçado por policiais a interromper uma entrevista com as famílias das crianças mortas nas escolas que desabaram no terremoto de Sichuan.

Os policiais obrigaram o fotógrafo que acompanhava Coonan a apagar as imagens que tinha feito e ameaçaram punir as famílias que conversassem com a imprensa.

A liberdade de acesso à informação também não melhorou. "Informes recentes apontam que os sites de certos jornais e organizações independentes permanecem inacessíveis até mesmo para os computadores instalados dentro da vila olímpica", lamentou Mark Allison.

Execuções

A AI também ressalta que a China continua sendo o país com maior número de execuções penais. Porém, de acordo com a ONG, o governo do país não trata esse assunto com a transparência necessária.

A Suprema Corte afirma que houve uma queda nas execuções em 2007, mas a Anistia questiona como é possível confirmar essa alegação se nunca foram divulgadas estatísticas verificáveis sobre o assunto.

A maior frustração, acredita Roseann Rife, é o fato de a própria China ter associado os Jogos Olímpicos à promessa de maior respeito aos direitos humanos.

"Foram eles que fizeram primeiro essa associação", afirma.

Em 2001, o então secretário da candidatura Olímpica de Pequim, Wang Wei, afirmou após vencer a nomeação que "nós vamos dar completa liberdade à imprensa quando vierem à China".

"Estamos confiantes que a vinda dos Jogos para a China promoverá não apenas a nossa economia, mas também incrementará as condições sociais, incluindo educação, saúde e direitos humanos", disse Wang.

"Quando eles fizeram essas promessas, nós acreditamos nas palavras deles", concluiu Mark Allison.

Esse é o sétimo relatório de contagem regressiva para os Jogos Olímpicos de Pequim feito pela a Anistia Internacional desde 2005.

Fonte: BBC Brasil

Mexicanos rejeitam capital privado no petróleo, diz oposição

Os primeiros resultados de uma consulta popular feita pela oposição no México indicam que a proposta de entrada de capital privado na maior empresa petroleira do país foi rejeitada.

Segundo a contagem mais recente, mais de 86% das que pessoas que votaram disseram "não" ao ingresso de capital privado na estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Os resultados definitivos devem ser divulgados na terça-feira.

A consulta foi realizada em 11 dos 32 Estados mexicanos. Ela foi organizada pela oposição ao governo do presidente mexicano, Felipe Calderón.

O presidente enviou neste ano uma proposta de reforma energética ao Congresso. O plano do governo prevê uma modernização da estatal Pemex, com "associação estratégica com investidores de capital privado".

O governo argumenta que os recursos petrolíferos do México estão se esgotando. Entre 2002 e 2007, as reservas de petróleo do país teriam caído em 27%.

Calderón diz que a entrada de capital privado é urgente para o futuro da indústria do país, que precisa investir em pesquisa e desenvolvimento.

'Entrega'

O Senado mexicano passou mais de dois meses discutindo a abertura da indústria petrolífera do país ao capital privado, mas não chegou a um consenso.

A oposição acusa o plano de servir como uma "entrega do país às grandes companhias petrolíferas estrangeiras" e defende o uso mais eficiente dos recursos da Pemex.

Segundo analistas, a consulta tem um significado mais político do que prático, já que o resultado não precisa ser reconhecido pelo governo.

O referendo foi proposto pela oposição e por Andrés Manuel López Obrador, rival político de Calderón.

Nas últimas eleições presidenciais, López Obrador acusou Calderón de fraude eleitoral, após ser derrotado.

Segundo analistas, o referendo proposto agora seria uma retomada da campanha contra o que López Obrador chama de um "governo ilegítimo".

A participação popular no referendo foi menor do que se esperava. Cerca de 870 mil pessoas votaram, em vez das 1,3 milhão estimadas.

A consulta foi organizada pela Frente Ampla Progressista – que reúne siglas de esquerda como os partidos da Revolução Democrática (PRD) e do Trabalho (PT) e o Convergencia – e foi criticada por analistas, por funcionários da Pemex e pelo governista Partido Ação Nacional (PAN).

Fonte: BBC Brasil

'China passa EUA com 253 mi de internautas'

Uma pesquisa do Centro de Informações da Internet na China (CNNIC) - órgão oficial de monitoramento da internet no país - afirmou que a China tem 253 milhões de usuários da internet, a maior população de usuários do mundo.

Com a nova estatística, a China ultrapassou os Estados Unidos, que, de acordo com o grupo Nielsen, contava com 223 milhões de usuários da internet em junho.

Nos Estados Unidos, o alcance da internet chega a 71% do país, comparado aos 19% na China. Por isso, o número de usuários chineses ainda tem potencial de crescimento e deve se distanciar ainda mais dos números americanos.

"Esta é a primeira vez que o número ultrapassa drasticamente o (número de usuários) dos Estados Unidos, transformando (a China) no (país usuário da internet) número um do mundo", informou o CNNIC em uma declaração.

Crescimento

Os 253 milhões de usuários de internet chineses registrados pelo CNNIC no final de junho significam um crescimento de 56,2% em comparação aos 162 milhões de usuários registrados em 2007, segundo a agência de notícias Xinhua.

O 22º relatório do CNNIC também revelou que a China tem o maior número de usuários de banda larga, 214 milhões, mais de 80% do total de usuários domésticos de internet.

Além disso, o domínio de internet registrado como "CN" chegou a 12,18 milhões em julho. Com isso, a China substitui a Alemanha como o maior país em termos de número de domínios.

O relatório do CNNIC também mostrou que 206 milhões de pessoas verificam notícias on-line, o que significa quase 81,5% do total dos usuários de internet do país.

Cerca de 63,29 milhões dos usuários fazem compras on-line e 23,79 milhões faz pagamentos pela internet.

Para o futuro, analistas afirmam que o país terá um crescimento do número de internautas em torno de 18% por ano, chegando a 490 milhões em 2012.

Fonte: BBC Brasil