quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Chávez defende Banco do Sul para enfrentar crise

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu nesta quinta-feira, em Manaus, a ativação do Banco do Sul para defender o continente sul-americano da crise financeira internacional.

"Não podemos e não devemos perder um dia a mais na ativação do Banco do Sul", declarou Chávez durante encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o equatoriano Rafael Correa e o boliviano Evo Morales, nesta terça-feira em Manaus.

"O Banco do Sul, por meio de um fundo de financiamento, de cooperação, vai assegurar desenvolvimento dos povos (para), definitivamente, nos desamarrarmos do nefasto sistema neoliberal que está acabando com o mundo", acrescentou.

Chávez fez a declaração ao ser questionado sobre o impacto da crise do sistema financeiro dos EUA na América Latina, cuja principal conseqüência pode ser a restrição no acesso ao crédito.

"É importante que cada país revise sua situação para superar este 'crack', que, considero, será pior do que o de 1929 e vai afetar todo o mundo", afirmou.

"Nenhum país pode dizer que não será afetado enquanto estiver conectado com o modelo financeiro mundial", acrescentou.

Para o presidente venezuelano, os países da região têm que "partir para a ofensiva" para não sentirem os reflexos da recessão.

"A melhor estratégia é a ofensiva. Enquanto se afunda o neoliberalismo, nós avançaremos na unidade de maneira muito concreta com o Banco do Sul", afirmou.

Obstáculos ao acordo

Chávez disse que "trâmites burocráticos" estariam impedindo a concretização do acordo para a criação do banco, anunciado há um ano. Participam das negociações Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Porém, de acordo com uma fonte diplomática venezuelana ouvida pela BBC Brasil, o principal obstáculo para a aprovação do acordo estaria no poder de decisão que cada país terá na administração do banco.

Segundo esta fonte, o governo brasileiro propõe que o voto dos países com maior participação econômica tenha maior peso.

Já o governo equatoriano argumenta que essa prática é a mesma aplicada pelo Banco Mundial e defende que os votos dos países membros tenham o mesmo peso, independente do peso econômico.

O tema entrou na pauta de discussão do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Chávez, Correa e o presidente da Bolívia Evo Morales.

O presidente venezuelano, no entanto, disse esperar que o Banco do Sul comece a operar ainda este ano.

"Espero que até o final do ano possamos colocar em marcha o Banco do Sul. Enquanto os bancos capitalistas se afundam, que nasça o Banco do Sul", afirmou Chávez ao final da reunião multilateral.

Fonte: BBC Brasil

Risco de contágio da economia real já mobiliza governo

Um dia após o agravamento da crise nos mercados, o governo brasileiro negou a existência de um pacote, mas admitiu que estuda formas de evitar um primeiro risco de contágio à economia real: a redução de crédito para empresas exportadoras.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, disse que o governo apresentará, até a semana que vem, um plano cujo objetivo é ampliar as fontes de crédito para essas empresas.

Já o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse em entrevista à Globonews que existe uma determinação do presidente Lula no sentido de evitar que a economia brasileira seja contaminada. A prioridade é garantir a oferta de crédito às empresas, sobretudo às exportadoras.

Estima-se que metade das exportações brasileiras sejam financiadas por bancos no exterior. Isso porque o crédito no Brasil, baseado na Selic (13,75%), chega a ser o dobro do que é cobrado lá fora. Somente duas instituições no país, que são o BNDES e o Banco do Brasil, conseguem oferecer financiamentos com valores no padrão internacional, mas seu caixa é restrito.

O crédito é essencial para as empresas que trabalham com comércio exterior, pois em geral o pagamento é efetuado meses após o embarque do produto. Quem não tem capital de giro suficiente para arcar com esse custo é obrigado a procurar um financiamento bancário.

A avaliação do professor do Ibmec São Paulo, Ricardo José Almeida, é de que o plano do governo para ampliar as fontes existentes de financiamento é válida, mas não é suficiente.

“O setor precisa de um plano mais abrangente, que crie condições, por exemplo, de que parte da exportação seja voltada para o mercado interno”, diz.

Uma forma seria identificar setores onde há espaço para se estimular o consumo doméstico, como o de construção civil. “Existem segmentos com demanda reprimida”, afirma. Ele lembra que o mundo irá consumir menos nos próximos meses, até anos, e que os exportadores brasileiros precisam trabalhar com esse cenário.

Segundo o presidente da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, algumas empresas vêm preferindo aguardar antes de fechar novos contratos de exportação. Para ele, a recente alta do dólar, ao contrário do que se imagina, não chega a ser uma boa notícia. “O ganho com a alta do câmbio nem de longe compensa a elevação do custo do crédito”, explica.

A preocupação do governo é de que as empresas passem a congelar os contratos, deixando de exportar. “A paralisia atual, se persistir, pode ter impactos ainda mais desagradáveis na economia, como demissões”, afirma Almeida.

As exportações são responsáveis por 14% do PIB no Brasil, pouco quando comparado a outros países emergentes. No entanto, seu papel na economia é relevante para as contas externas, por representar o principal canal de entrada de dólares no país.

Fonte: BBC Brasil

Celebra-se os 100 anos do histórico Ford T



Fonte: Automais

Lula sanciona reforma ortográfica

Novas regras passam a valer a partir de 2009.
Confira o que muda na língua escrita.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (29) o decreto que estabelece a reforma ortográfica. As mudanças na escrita começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A solenidade ocorreu na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

A reforma da ortografia pretende unificar o registro escrito nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão aceitar as duas formas de escrita – a atual e a nova.

Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010. Em 2009, podem circular livros tanto na atual quanto na nova ortografia.





O que muda na escrita

De acordo com especialistas, 0,45% das palavras brasileiras sofrerão alterações, ao passo que em Portugal haverá mudanças em 1,6% dos vocábulos. As regras que mudam são as seguintes:

Novas letras – há a incorporação do "k", do "w" e do "y" ao alfabeto. O número de letras passa de 23 para 26.

Trema – deixa de existir. A grafia passa a ser: linguiça e frequente.

Acentos diferenciais – serão suprimidos acentos como o de “pára”, do verbo parar.

Acentos agudos de ditongos – somem os acentos de palavras como “idéia”, que vira “ideia”.

Acento circunflexo – somem os acentos de “vôo” ou de “crêem”.

Hífen – palavras começadas por “r” ou “s” não levarão mais hífen, como em anti-semita (ficará “antissemita”) ou em contra-regra (ficará contrarregra).

Pontos em aberto

O acordo não define todos os usos de hífens, por exemplo. Assim, palavras como pé-de-cabra, ainda não têm o rumo certo e dependem da elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos dos outros sete países signatários.

História do acordo

O acordo ortográfico da língua portuguesa foi assinado em Lisboa em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, o que não se concretizou. Em 1998, foi assinado em Cabo Verde um protocolo que modificava a data de vigência, que foi ratificado em 2002.

Sem que as mudanças se aplicassem, em 2004 foi assinado um novo protocolo modificativo, que previa a adesão do Timor Leste, independente desde 2002. Este novo protocolo previa que as mudanças na ortografia entrariam em vigor a partir da assinatura de três países.

O acordo ortográfico já foi ratificado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal, e, portanto, pode entrar em vigor. O processo de implementação em cada país pode variar.

Em Portugal, o acordo foi aprovado em maio e a nova ortografia deverá ser obrigatória dentro de seis anos.

Fonte: G1

Governo do Equador convida oposição para conversar após vitória no referendo

Apuração parcial mostra que nova Carta foi aprovada com 64% dos votos.
Constituição dá mais poderes ao presidente Correa e permite reeleição.

O presidente da Assembléia Constituinte do Equador, Fernando Cordero, convidou nesta segunda-feira (29) para o diálogo o prefeito de Guayaquil, o opositor Jaime Nebot, um dia depois do referendo sobre a nova Carta Magna do país, virtualmente aprovada com quase 64% de apoio popular, segundo o referendo deste domingo.

"Convido-o para um diálogo, para lermos juntos a Constituição", disse Cordero na emissora local de televisão "Ecuavisa", depois de Nebot ter se declarado disposto a conversar se convidado, após reconhecer a vitória do "sim".

Nebot expressou esta disposição depois que o presidente equatoriano, Rafael Correa, comemorou a vitória no referendo e afirmou o desejo de conversar com todos os setores políticos.

O prefeito de Guayaquil insistiu que deve ser respeitado o "modelo de desenvolvimento" de sua cidade, onde a tensão política se concentrou nas últimas semanas e onde o "sim" também venceu, segundo dados preliminares.

De acordo com Cordero, que pertence ao movimento governista Alianza País, o centralismo foi "enterrado" após o referendo constitucional.

64% de apoio

O projeto da nova Constituição recebeu 64% dos votos, com 80% das urnas apuradas até agora, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral do Equador.

O tribunal informou que a corte contou 31.213 das 38.901 mesas, e que 3.737.397 eleitores votaram pelo sim (64%) e 1.655.624 pelo não (28%). 39.762 (1%) votaram em branco e 419.716 (7%) anularam.

O resultado ainda não é suficiente para confirmar oficialmente a vitória do "sim". Para ser aprovada, a proposta precisa de metade mais um dos votos (o sim contra o não, brancos e nulos). Cerca de 9,7 milhões de equatorianos foram convocados para votar.

Fonte: G1

Tremor de terra atinge Minas Gerais

Abalo foi sentido nos municípios de Delta, Conquista e Uberaba.
Segundo UnB, tremor teve magnitude de 3,1 graus na escala Richter.

Um tremor de terra de 3,1 graus na escala Richter atingiu a região Sudoeste de Minas Gerais, nesta segunda-feira (29). O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Jorge Sand França, afirmou ao G1 que o abalo foi sentido nos municípios mineiros de Delta, Conquista e Uberaba.

“Nós ainda não temos uma definição exata do que provocou o tremor ou o local exato onde ocorreu o epicentro. É uma região de falhas e esses abalos podem acontecer”, afirmou França.

Segundo França, novos tremores pós-abalo podem acontecer na região, porém, geralmente, possuem magnitude menor. Técnicos da UnB devem ir para a região para investigar o local exato e o que provocou o abalo.

De acordo com a Defesa Civil de Uberaba, não há registro de feridos ou desabrigados.

Fonte: G1

Minc anuncia 12 medidas para combater desmatamento na região da Amazônia Legal

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou nesta segunda-feira 12 medidas para conter o avanço do desmatamento no país principalmente na Amazônia Legal. Para ele, há um esquema de "ecopicaretagem" nos planos de manejo em execução em Mato Grosso, Rondônia e Pará --campeões em desmatamento na Amazônia.

"Vamos fazer uma revisão nos planos de manejo nesses Estados [MT, RO e PA] porque temos uma desconfiança que ocorre uma 'ecopicaretagem'", disse Minc. O ministro se referiu à ineficiência dos planos em andamento nesses Estados.

Minc disse que ele e o ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) detalharão amanhã a implantação dos planos de manejo e estímulo para os extrativistas. A idéia é criar planos de manejo específicos para os assentamentos sob responsabilidade do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), e condições para que os extrativistas evitem a exploração em áreas ambientais.

"O que a gente tem de fazer é dar sustentabilidade à reforma agrária", afirmou Minc, referindo-se aos novos planos de manejo. "O nosso objetivo aqui não é encher os cofres do Ibama. Nós queremos acabar com a impunidade. O mais importante é mudar de atitude."

Cobrança

Além das áreas de assentamentos, o governo pretende conter os avanços do desmatamento com mais rigor na cobrança de multas dos 100 maiores desmatadores da Amazônia Legal e combater os crimes ambientais a partir da contratação por concurso público de mais 3.000 oficiais ambientais federais, além de agentes e fiscais.

Segundo o ministro, o governo vai pôr em pratica o PPCDAM (Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento de Amazônia legal) que reúne vários setores do governo e reunirá o comitê interministerial (com integrantes de seis ministérios) a cada dois meses para avaliar os dados e as ações.

Minc disse ainda que está mantida a idéia de implementar um distrito florestal na rodovia 163 e realizar operações de retiradas de bois irregulares em regiões de preservação nacional.

O ministro afirmou também que o comitê que vai coordenar o Fundo Amazônia --que prevê a obtenção de recursos estrangeiros para investimentos ambientais na região-- será instalado no começo de outubro.

Segundo Minc, será intensificado o monitoramento dos planos de manejo em execução no país sob coordenação dos governos estaduais e municipais principalmente em Rondônia e Pará.

De acordo com Minc, serão criadas ainda novas barreiras em áreas de preservação ambiental, ampliada a fiscalização na BR 319 e estabelecidas oficinas de monitoramento em 12 Estados da Amazônia legal em uma parceria de vários órgãos federais para que os assentamentos locais tenham condições de obter licenças ambientais.

Fonte: Folha de São Paulo

Estudo aponta aumento de 'zonas mortas' nos oceanos

O número de "zonas mortas" devido à poluição nos oceanos está crescendo rapidamente, e os cardumes costeiros estão mais ameaçados do que se pensava, disseram cientistas na segunda-feira.

Em artigo na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, os especialistas disseram que essas áreas carentes de oxigênio estão se tornando "uma grande ameaça aos ecossistemas costeiros globalmente".

Em lugares distantes entre si como o golfo do México e o mar Báltico, a proliferação exagerada de algas - devido à abundância de dejetos orgânicos - esgota o oxigênio da água.

"Organismos marinhos são mais vulneráveis ao baixo conteúdo de oxigênio do que se reconhece atualmente, sendo os peixes e crustáceos os mais vulneráveis", disse Raquel Vaquer Suner, do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, da Espanha.

"O número de zonas hipóxicas relatadas está crescendo globalmente à taxa de 5 por cento ao ano", disse ela.

Um estudo da qual ela participou mostra que essas "zonas mortas", que não existiam no final da década de 1970, já eram 140 em 2004.

O artigo publicado nos EUA diz ainda que o aquecimento dos oceanos, ligado às alterações climáticas globais de origem humana, podem agravar o problema das "zonas mortas", pois o oxigênio tem mais dificuldade de se dissolver na água morna.

As primeiras "zonas mortas" foram descobertas em latitudes elevadas do Hemisfério Norte, como a baía de Chesapeake (Costa Leste dos EUA) e fiordes escandinavos. Agora, elas estão aparecendo na América do Sul, Gana, China, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Portugal e Grã-Bretanha.

Até recentemente, segundo o estudo, a comunidade científica considerava que o nível de oxigênio poderia cair para 2 miligramas por litro, sem que a água do mar fosse considerada hipóxica.

Mas muitas criaturas são muito mais sensíveis. Larvas de um tipo de caranguejo do leste da América do Norte começaram a "sufocar" quando o oxigênio caía a 8,6 miligramas por litro, o que é um pouco abaixo do índice normal.

"Os limites atualmente usados...não são suficientemente conservadores para evitar a mortalidade generalizada", disseram os cientistas, sugerindo que se adote como medida a cifra de 4,6 miligramas de oxigênio por litro de água.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Israel precisa se retirar de áreas ocupadas, diz Olmert

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou em uma entrevista nesta segunda-feira que Israel precisa se retirar de quase todas as áreas ocupadas em 1967 se quiser firmar a paz com palestinos e com a Síria.

Olmert, que está enfrentando graves acusações de corrupção, renunciou ao cargo de primeiro-ministro na semana passada e está ocupando o cargo apenas como premiê interino.

Em sua entrevista ao jornal Yedioth Aharonoth para marcar o ano novo judaico, Olmert afirmou que a retirada israelense precisa incluir partes da região leste de Jerusalém, que é reivindicada pelos palestinos para ser a capital do futuro Estado.

Olmert também disse que qualquer acordo de paz com a Síria precisa incluir a retirada israelense das Colinas do Golã, área que está sob controle de Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O primeiro-ministro não deu maiores detalhes, mas afirmou que estava preparado para avançar mais do que os outros líderes israelenses para alcançar a paz.

"(O ex-primeiro-ministro) Ariel Sharon falou sobre custos dolorosos, mas se recusou a especificar detalhes", afirmou Olmert. "Não temos escolha a não ser especificar os detalhes."

"No final das contas, teremos que nos retirar das áreas mais decisivas dos territórios", acrescentou. "Em troca, pelos mesmos territórios que forem deixados em nossas mãos, teremos que dar uma compensação, em forma de territórios dentro do Estado de Israel."

"Temos que chegar a um acordo com os palestinos, o significado deste acordo é que, na prática, vamos nos retirar de quase todos os territórios, se não nos retirarmos de todos", disse.

Cerca de 400 mil colonos israelenses vivem em áreas ocupadas da Cisjordânia e do leste de Jerusalém. Outros 20 mil israelenses vivem na região das Colinas do Golã.

Polêmica

As declarações de Olmert causaram polêmica em Israel.

"Olmert cometeu o pecado imperdoável de revelar sua verdadeira posição a respeito de interesses nacionais de Israel no momento em que não tem nada a perder", afirmou Yossi Beilin, ex-presidente do partido israelense Meretz.

O ministro do Exterior palestino, Riyad al-Maliki, disse que as afirmações de Olmert vieram tarde demais.

"Gostaríamos de ter ouvido esta opinião pessoal quando Olmert era o primeiro-ministro, não depois de sua renúncia", afirmou. "Acho que é uma concessão muito importante, mas veio tarde demais. Esperamos que esta concessão seja dada pelo novo governo israelense."

Silvan Shalom, membro do Knesset pelo partido de oposição Likud, afirmou que, se Israel entregar a Cisjordânia e as Colinas do Golã, a segurança ficará comprometida.

"Ele (Olmert) sabe, com certeza, que logo depois da retirada dos territórios da Cisjordânia, ela será ocupada pelo Hamas e seus patrocinadores, os iranianos", disse Shalom. "O mesmo ocorrerá nas Colinas do Golã, quando os sírios e seus patrocinadores controlarem aqueles territórios."

"Já temos uma base iraniana na parte sul do Líbano. O Hezbollah e os sírios já estão lá e estão ameaçando a segurança de Israel", acrescentou. "Infelizmente, o mesmo vai ocorrer com a Cisjordânia e as Colinas do Golã."

Fonte: BBC Brasil

ONU aponta fuga de paquistaneses para o Afeganistão

A agência de refugiados da ONU disse nesta segunda-feira que 20 mil pessoas fugiram da região tribal de Bajaur, no Paquistão, para buscar refúgio no Afeganistão em meio a combates entre tropas e militantes na área.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) afirma que quase 4 mil famílias entraram na província de Kunar, no Afeganistão.

Outros cerca de 300 mil foram forçados a abandonar suas casas por causa dos confrontos, embora o Paquistão diga que muitos conseguiram refúgio na própria região.

Militares paquistaneses lançaram uma ofensiva em Bajaur e dizem ter matado mais de 2 mil militantes.

Direção oposta

A agência de refugiados da ONU diz que a maioria dos que fugiram retornará para casa assim que os confrontos na região terminarem.

Segundo a agência, cerca de 70% das famílias são do Paquistão, mas o resto é formado por afegãos que viviam no país. No passado, refugiados afegãos cruzaram a fronteira na direção oposta.

Cerca de 4 milhões de afegãos fugiram da violência e foram procurar refúgio no Paquistão nas décadas de 80 e 90, mas mais da metade já voltou ao país de origem.

Recentemente, a agência pediu doações de mais de US$ 17 milhões para ajudar cerca de 250 mil pessoas desalojadas pelos confrontos e por inundações no noroeste do Paquisão.

Segundo a entidade, o dinheiro era necessário para a compra de barracas, cobertores e outros materiais.

Ataques

Tentativas do governo paquistanês de negociar com os militantes nas áreas fronteiriças com o Afeganistão parecem ter fracassado, de acordo com correspondentes da BBC na região.

O Paquistão sofreu uma série de ataques suicidas atribuídos a grupo militantes - incluindo um grande atentado neste mês que deixou mais de 50 mortos no hotel Marriott em Islamabad.

Militantes usam as áreas tribais como base para operações no Paquistão e do outro lado da fronteira, no Afeganistão.

Acredita-se que o Talebã e a Al-Qaeda estariam operando na região após terem sido forçados para fora do Afeganistão.

A presença dos grupos radicais nas regiões fronteiriças resultou em ataques americanos dentro do Paquistão.

Os ataques irritaram o governo paquistanês e, como resultado, houve incidentes na fronteira em que tropas paquistanesas atiraram contra helicópteros americanos por uma suposta violação de espaço aéreo.

Fonte: BBC Brasil